terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Saber é poder

Estou a ler um livro do Viktor Frankl, um psicanalista, sobre a sua experiência num campo de concentração. O livro fala do conceito de delusion of reprieve. É a esperança, ou ilusão, dos condenados à morte de que vão ser perdoados no último momento e não vão ser executados. No fundo, é a tendência de negação perante uma situação limite. E agora que eu conheço este conceito, e mesmo não tendo sido condenada à morte, tenho identificado esta tendência em mim em alguma situações que ocorreram. Aquela ilusão de que vai ser diferente afinal, que vai correr tudo bem, quando sei perfeitamente que não. Mas alimento a ilusão ou esperança até ao último momento, até me estourar tudo na cara. Mais uma situação em que se aplica perfeitamente o desenho do Hugo van der Ding.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Acho que nem o Costa quer

Um dos grandes sucessos do Natal que passou, que eu só descobri já depois do Natal, foi o jogo 'Quem quer ser Primeiro-Ministro?'.

Quem quer ser Primeiro-Ministro? | Jogo de tabuleiro +14 anos | Science4you

Parece ser super divertido e ilustrar na perfeição o percurso até à glória. É um pouco caro, mas no fundo pode-se considerar um investimento. Se tivesse visto isto antes do Natal, ia certamente pedir ao Pai Natal.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Gatinhos

 


Overload de gatinhos, incluindo uma preta, para combater a sexta-feira 13.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

And so it begins

Umas das novidades deste Natal/início de ano é que finalmente criei uma conta no Twitter. Sim, agora que já ninguém quer estar lá. Sempre achei o Twitter o esgoto da internet e a fonte de todo o ódio. Mas de repente senti FOMO e decidi criar uma conta. E, tanto quanto possível, manter-me afastada de contas políticas que são sempre as que geram mais ódio. Claro que já sigo uma conta que goza com o PS, mas hey!, não sou de ferro, apareceu-me e não pude deixar de seguir. Mas sem ódio. E devo dizer que até estou a gostar. Tem pessoas a dizerem coisas engraçadas e sem erros. Só isto já é uma lufada de ar fresco.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

No planear é que está o ganho

Não costumo ter objectivos para os anos que começam. Isto já pode explicar de certa forma a merda que a minha vida é, mas isso seria tema para outro post. Como este ano quero ser diferente, quero ter um objectivo, uma resolução: tornar-me alcoólica. Desde o meu problema de saúde que não bebo álcool, portanto há dois meses que não toco em nada de álcool, nadinha. Não posso por causa do problema em si e pela medicação que estou a tomar. Aguardo ansiosamente pelo fim da medicação para poder começar a beber em casa todos os dias, como uma alcoólica. Nunca fui adepta de beber sozinha, em dias de semana. Isso tem todo o estilo de ser algo que alcoólicos fazem. Pois eu quero começar a fazer isso. Beber gin tónico todos os dias. Um whisky, um Baileys, um limoncello. Como não gosto de vinho nem de cerveja, tenho de dar nestas bebidas mais fortes. Beber todos os dias enquanto limpo a areia dos gatos ou enquanto vejo um filme. Parece-me um comportamento bastante desviante e deprimente, mesmo o que preciso na minha vida. Chega de tentar ser perfeita. Aguardo ansiosa para tentar cumprir esta meta, este ano, o mais brevemente possível.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Filmes 1

Durante o tempo todo que estive em prisão domiciliária (peeps, não estive mesmo, é só uma brincadeira, estive doente) tive muito tempo para ver filmes (podia ter tido mais mas a partir de certo ponto perdi a vontade de ver filmes e até de viver, mas isso é outra história). Então tenho aqui três posts para partilhar as minhas impressões do que vi, já com algum atraso, mas ainda assim com boa vontade. Um de cada vez, para não aborrecer tanto.


Lying and Stealing - filmezeco que deu na tv, sobre um miúdo que é obrigado a roubar obras de arte para pagar as dívidas do seu pai, e que encontra uma miúda que o ajuda a livrar-se do seu chefe. Vê-se bem mas é esquecível. Serviu para eu finalmente saber quem é a EmRata.

Those Who Wish me Dead - o novo filme da Angelina Jolie. Fiz um post há uns tempos sobre ela nunca ter feito nada de muito bom, e é bom ver que algumas coisas nunca mudam. É um filme feito para ela, claramente. A boazinha, que se quer afastar porque vive com culpa, e no final do filme alcança a paz. Ela faz parte da protecção civil lá de uma cidadezinha da América, que passa grande parte do tempo numa torre no meio da floresta, para prevenir incêndios. Até que tem de ajudar um miúdo que foge de uns assassinos. Nota importante para a camada extra grande de maquilhagem. Nada contra, cada um sabe de si, mas parece pouco provável para a personagem que ela interpreta. E certamente é de boas marcas, porque mesmo depois de ela andar lá no meio do fogo, não sai! Está na netflix.

A Nightmare on Elm Street - um clássico do terror que eu nunca tinha visto, um assassino que tenta matar as crianças nos seus sonhos. Ainda que não seja tão assustador como certamente seria nos anos 80, envelheceu muito bem.

Chaos Theory - a história de um homem muito certinho, quase como eu, assim com OCD e muitas listas, que um dia se atrasa e a partir daí o caos chega à sua vida. Como na teoria do caos, em que quando uma borboleta bate as asas num sítio, provoca um tornado do outro lado do mundo. É engraçado e está na HBO.

Catfight - vi este filme na HBO e achei que ia ser giro. Duas amigas do tempo de faculdade encontram-se e acabam à porrada. A história é bastante inverosímil (spoiler: se cada uma pôs a outra em coma, a polícia não foi investigar?), mas eu tentei muito evocar a minha suspension of disbelief para continuar a ver o filme. E fiquei chateada com o final. Vê-se bem mas desapontou-me.

Practical Magic - um outro clássico, que já tinha visto mas quis rever. Duas raparigas têm uma maldição de família que diz que todos os homens por quem se vão apaixonar, vão morrer. Mas elas tentam lutar contra isso, com a sua magia. É um bom filme e tem a Nicole Kidman quando ainda era muito gira. Na HBO.

Broken Flowers - um filme de redenção, com Bill Murray. Este filme só podia ser para ele e só mesmo ele podia fazer este filme. Um solteiro convicto descobre que tem um filho que não sabia e vai contactar as suas ex-namoradas para tentar perceber de qual delas é. É bonito, gostei, mas é um pouco triste.

Extract - para combater a tristeza do filme anterior, vi, no mesmo dia até, este, que encontrei na grelha de programação. Nunca tinha ouvido falar, mas era uma comédia com o Jason Bateman e não dá para recusar. Ele tem alguns problemas com a mulher, e decide contratar um gigolo para a mulher o trair, de modo a que ele a possa trair também, sem culpa. Esta descrição parece muito rasca, mas o filme não é. É até bem melhor do que estava à espera, e tem algumas caras conhecidas. Uma boa aposta.

Falling for Christmas - deixei este para o fim porque tenho muuuuitos comentários. Este filme é o regresso da Lindsay Lohan aos filmes, depois de vários anos afastada de Hollywood e já recuperada das drogas. Acho melhor fazer esta exposição por pontos, para ser mais fácil ler:

-A primeira pergunta é: porquê? Ela até estava bem lá no Dubai.

-E a segunda pergunta é: e se queria mesmo regressar, porquê com este filme? É como se o tempo para ela tivesse parado, e ela ainda fizesse os mesmos filmes de porcaria que fazia quando tinha 20 anos. Num mundo ideal, ela regressava e fazia um filme bom, para se afirmar como boa atriz. Mas o mundo não é ideal e a netflix deve ter sido a única a dar-lhe trabalho, por isso há que aproveitar o pouco que recebeu.

-Segundo o plot (fraco, praticamente inexistente) do filme, é suposto algumas personagens parecerem fúteis. E devo dizer que escolheram mesmo bem os actores. Devem ser poucos os que não fizeram cirurgias estéticas, homens incluídos, e nem uma das personagens parece uma pessoa da vida real. Nem uma. Nem as que era suposto serem personagens simpáticas e reais. Nem o moço por quem ela se apaixona. Raios, nem o velhinho que é suposto ser o Pai Natal amoroso, que parece que veio directo de uma clínica estética em Beverly Hills. Pior casting de sempre.

-A história não podia ser mais cliché e má. Qualquer filme que passe na Fox Life até ao Natal vai ser igual a este, mas em melhor.

-Resumindo, é um filme bom para se ver quando se está a arranjar as unhas, por exemplo, em que temos de estar as olhar para as unhas e de vez em quando deitamos o olho à televisão. Ou quando aspiramos ou quando fazemos alguma coisa mais importante do que propriamente ver o filme. Assim até nos poupamos de ver cenas mais deprimentes, de tão más, e poupamos a nossa paciência. Há lá umas cenas de 'comédia' física que só nos dão vergonha alheia pela Lindsay, pobre, e que nos fazem rezar para que ela volte para o Dubai mais uns anos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

(espécie de) Meme da semana

Face à minha vida nos últimos tempos, tenho-me lembrado muito deste desenho do Hugo Van Der Ding:





sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Frase do ano (passado, mas futuro também)

Há uns anos, dois quase, escrevi aqui sobre a palavra do ano. Uma amiga dizia-me que eu tinha de escolher uma palavra para o ano que então começava. Não seleccionei nenhuma palavra do ano, nem nesse, nem nos seguintes. Mas olhando para trás, consigo pensar numa frase do ano, não para o ano que começa, mas do que passou. A frase que repeti muitas vezes foi 'sometimes you win, sometimes you lose'. E não tenho dúvidas nenhumas disto.

PS1: se estivesse com disposição de palhacita, poderia eventualmente acrescentar o punchline 'but with euromilhões you always lose', para efeitos cómicos.

PS2: mas como se deve ter reparado, tenho andado com pouca vontade de comédia e palhaçada. Espero não afugentar os poucos leitores com a minha disposição mais taciturna nos últimos tempos, mas tenho esperança que melhore. Não sei se brevemente mas algum dia :)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Entering into 2023 be like


Foi assim que entrei em 2023. Literalmente. Essa pessoa a quase cair sou eu, no primeiro dia do ano. Bem, acabei por não cair, o que traz alguma esperança. E também posso morrer descansada porque sou um meme :)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Do the math

Faço uma pausa nesta pausa (pausaception) do blog para vir aqui deixar uma espécie de balanço. Ou reflexão. Ou catarse. Pensando bem no ano que agora acaba, vem-me à lembrança o ano de 2015. Em que tudo correu super bem e eu acabei o ano super feliz, só para me aperceber logo em 2016 que tudo tinha sido uma ilusão e que tinha andado a construir castelos de areia, que rapidamente foram levados por uma onda. Este ano estou com a mesma sensação, só que agora fui mais esperta e não precisei que chegasse o ano seguinte para ter a visão geral. O ano ainda não acabou e já entendo que afinal foi uma merda. Vou ver isto como algo positivo, estou a ficar mais rápida e esperta, pelo menos. Se calhar, aquele mito dos ciclos de 7 anos não é um mito.
Então, cheguei a uma equação para este ano:

Ilusão - desilusão = rendição

Rendição foi a palavra do ano para uma amiga (pessoas que insistem nisto da palavra do ano...).  Lembra-me, claro, a canção Surrender do Elvis Presley. E eu gostei da palavra, mas não a quis açambarcar para mim também. Mas, chegando agora ao final do ano, e vendo os dois elementos da minha equação, parece-me o resultado óbvio para esta subtracção.
Se quisermos pôr isto ainda mais matemático, com números, a equação a que chego é esta:

12 = 11 -1

Os primeiros onze meses a achar que estava tudo bem, mas o último a estragar-me o ano big time. Resta-me esperar que a equação do próximo ano seja algo tipo:

12 = 1 + 11

Sendo que o primeiro mês está já reservado para eu recuperar do desapontamento presente e que os seguintes sejam melhores. Que seja uma adição desta vez.
E assim me despeço até janeiro, com votos de que o vosso ano seja também uma adição. Uma adição de coisas positivas e felizes às vossas vidas. Um bom 2023!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Boas Festas

Um bom Natal para todos os que me lêem. Que possam aproveitar a ocasião para fazerem o que gostam, seja estarem com a família, irem de férias, ou ficarem em casa sozinhos a ver filmes e a chorar (chorar? quem é que está a chorar?). Eu tinha prometido a mim mesma que este ano, para ser diferente, não ia ser o Grinch, mas está difícil. Não sejam Grinches também, já basto eu. Festas felizes! :)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Lições de vida

Não contar as coisas boas que nos acontecem aos outros. Alguns só vão ficar com inveja, outros não vão querer saber. Poucos são os que realmente ficam felizes por nós.


(Não que me tenha acontecido alguma coisa muito boa ultimamente, infelizmente. Mas é só para me lembrar, na eventualidade de acontecer.)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Não acredito em bruxas mas...

Tenho cartão de refeição da Edenred. Na empresa antiga, perdi vezes sem conta, e achei vezes sem conta menos uma, aí tive mesmo de pedir um cartão novo. Ainda perdi o cartão uma última vez, já depois de me vir embora, mas encontrei passado um mês. Na empresa atual perdi uma vez e encontrei passado três semanas e jurei que se encontrasse adicionava o cartão ao MBWay para poder continuar a utilizá-lo, caso o perdesse de novo. Finalmente fui ao multibanco aderir, e a app crasha e não consigo adicionar. Já tentei várias vezes, não funciona mesmo. Isto não pode ser coincidência.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Peer pressure

Começa a chegar o Natal, começam a chegar os pedidos de doações para caridade. Vamos lá ver uma coisa, quem quer doar, doa, quem não quer, não doa. E isto é válido para o Natal ou fora dele, ou se somos alvo de pedidos ou não. Eu acho que quem quer fazer doações, não está à espera que alguém lhes venha pedir. Fá-lo, simplesmente, seja quando for. Quem não quer, também dificilmente vai passar a querer só porque pediram (em alguns casos, aceito que sim, mas não será a maioria). Então estes pedidos só servem para deixar as pessoas desconfortáveis, a sentirem-se mal e a terem de arranjar uma desculpa qualquer para não darem nada. Nunca serve só o 'não quero', é preciso uma desculpa, uma justificação para não nos acharem más pessoas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Filmes

Everything Everywhere All at Once - um dos filmes do ano para muitos, é a história de uma mulher que tem de salvar o mundo em universos paralelos. É uma lufada de ar fresco, isso é certo, e mesmo eu, que não sou grande fã de sci-fi, gostei bastante.

Mortal Kombat - quando eu era mais nova, via os dois Mortal Kombat antiguinhos e manhosos vezes e vezes seguidas. Porque tinha jogado o jogo e adoro todo o universo Mortal Kombat. Quando saiu este novo, quis muito ver, mas não consegui ir ao cinema a tempo. Felizmente já está disponível na HBO. É um filme fraco? É. É cheesy e tem falhas de plot? Sim. Podia ter mais one-liners do Mortal Kombat? Podia. Gostei muito de qualquer forma? Gostei. Óbvio que só podia gostar. Está lá o 'Get over here!' e o 'Finish him!'. E quando vamos para a luta final e ouvimos a música de fundo inconfundível, dá-nos arrepios de alegria. Se não são fãs de MK, se calhar não vale a pena perderem tempo, há muito filme melhor do que este. Se são fãs, porque é que ainda não viram?

Good Luck to you Leo Grande - vi este trailer quando fui ver um outro filme e quis tanto ver este filme! É com a Emma Thompson e ela está maravilhosa. Ela é uma mulher viúva que decide contratar um trabalhador do sexo para finalmente ter bons momentos na cama, depois de uma vida de caca com o seu marido. É um filme que nos devolve a esperança na humanidade e na felicidade, mesmo que não sejamos novos. Adorei.

Mars Attacks! - um clássico do Tim Burton que eu nunca tinha visto, sobre uma invasão de marcianos na Terra. Antigo, mas engraçado, e com um grande desfile de estrelas. Não é um filme fantástico, mas vale a pena ver. Na HBO.

War Dogs - quando fui ao Letterboxd ver a lista de filmes das últimas semanas e vi este nome, não me lembrei de nada. E isso nunca é um bom sinal. Entretanto, já sei que era um filme com o Jonah Hill e outro moço, que montam um negócio para vender armas ao governo e conseguem um contrato milionário. Vê-se bem, mas é bastante esquecível.

JFK - um outro clássico que eu nunca tinha visto, do Oliver Stone, desta vez. Kevin Costner é um procurador que tenta investigar a morte do JFK, pois a história contada não parece completamente certa e poderá haver uma conspiração maior por trás. Supostamente é uma história verídica, mas lembra um bocado os chemtrails e a terra plana. O filme está bem feito, pronto, vale por isso. Preparem-se é para quase 3h de filme.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Gratidão

Mas também há que ver as coisas pela positiva. Quando uma pessoa desce baixo, depois as coisas triviais já parecem extremamente boas. Coisas como poder sair de casa ou ir jantar com os amigos, parecem milagres. Coisas que sempre demos como garantidas mas que afinal, mesmo sendo básicas e triviais, não são garantidas. e, com esta experiência, acho que me tornei uma pessoa grata.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Gatinhos

 


Dia 13 é dia de foto de gatinha preta (mais gato preto e branco e gata parda, não havia só da Mimi).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Flawless victory

Passei um mau bocado e estive assim metida numa espécie de buraco conceptual. Um buraco fundo e escuro e solitário. Quando reuni forças para subir o buraco e consegui meter a cabeça de fora, senti-me um daqueles coelhos naqueles joguinhos, em que temos de acertar no coelho que sai do buraco e dar-lhe uma martelada na cabeça. Mais uma pancada, volto ao buraco. Super engraçado no jogo, uma porcaria na vida. Uma pessoa realmente não imagina quão baixo consegue descer. Não por vontade própria, pelas circunstâncias, mas ainda assim.