sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Some things never change

Com a página em baixo, Finanças dão mais um dia para validar as faturas e entregar IVA


Todos os anos a mesma coisa.

Dúvidas

Dúvida da semana: sou só eu que nunca sei qual é o grau mais grave nas queimaduras? Eu tenho sempre dúvidas se as mais graves são as de primeiro ou de terceiro grau. Pela lógica, na minha cabeça, seriam as de primeiro grau. Mas os graus são medidos pelas camadas de pele que atinge, por isso se atingir só a primeira camada é menos grave. As de terceiro grau são as piores. Isto é muito bonito aqui assim bem explicado, mas quando se está a falar disso, no meio segundo que tenho para pensar, nunca consigo lembrar-me.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O fenómeno do carro duplicado


Hoje vou falar do fenómeno a que chamei ‘carro duplicado’. O fenómeno do carro duplicado é um fenómeno que acontece quando estamos a conduzir. Estamos, por exemplo, a tentar ultrapassar um carro há algum tempo e não estamos a conseguir, e vamos muito tempo atrás desse carro. Vamos supor que esse carro era um Ford Fiesta vermelho. Finalmente apanhamos uma recta, não vêm carros no sentido contrário, e conseguimos ultrapassar. Continuamos o nosso caminho, fazemos a curva e seguinte e... ‘Foda-se, outra vez este Ford Fiesta vermelho à minha frente?! Como é que ele conseguiu ficar à minha frente de novo??’ Na loucura do momento, achamos que é o mesmo carro e que tem poderes mágicos, porque ainda agora o deixamos para trás e já está de novo à nossa frente e não passou por nós em lado nenhum. Mas depois de analisarmos melhor vemos que é apenas um carro igualzinho. Isto acontece-me imensas vezes. Não sei se já vos aconteceu, mas fiquem atentos ao carro duplicado a partir de agora, aposto que vão presenciar o fenómeno.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A solidariedade

Toda a gente sabe que os portugueses são um povo bastante dado à solidariedade. Basta ver que quando acontecem tragédias como os incêndios ou as cheias, rapidamente se angariam bens e donativos para as vítimas. E cada vez mais é normal vermos eventos ‘solidários’. Eu, por exemplo, que costumo ir a muitas corridas e trails, vejo também isso neste mundo, trails solidários e corridas solidárias. Alguns percebe-se claramente o seu objectivo, são para comprar uma cadeira de rodas nova para uma criança que precisa ou para ajudar uma instituição que lida com deficientes. Outros não se sabe muito bem. É solidário, mas com quem, com o quê? Só espero que não seja com a organização. Isto da solidariedade chama muita gente, por isso é sempre bom ter a palavra ‘solidário’ no nome, porque já se sabe que as pessoas vão querer participar e se calhar nem se vão importar de pagar mais. O que é importante é que, primeiro, seja mesmo verdade, naturalmente, e segundo, que seja bem claro qual é o objectivo solidário e quem ou o que vai ajudar o evento. Porque eu também gosto de ajudar, mas gosto de saber o que estou a ajudar. Isto é um pouco semelhante à situação ‘ecológico’. Toda a gente também quer ser amiga do ambiente ou, pelo menos, comprar produtos que sejam ‘ecológicos’, para ter a consciência menos pesada. Mas depois também deve haver muita fraude e aproveitamento. Lembro-me por exemplo de um detergente, da marca Continente, um lava-tudo ou um limpa-vidros que diz (dizia? Não sei se ainda está à venda) ‘ecológico’ e tem a embalagem verde, mais caro que os produtos iguais que não são ecológicos. Eu li todas as informações do rótulo e, para além desse ‘ecológico’ na frente da embalagem, não havia mais nenhuma informação sobre a suposta ecologia do produto. É ecológico porquê? Porque é feito de materiais reciclados? Porque usa matérias primas sustentáveis? Porque tem menos produtos nocivos para o ambiente? Porque não testa em animais? Não se sabe. Eu não os estou a acusar de fraude, mas estou a acusá-los de pouca informação. Se eu quiser, posso assumir que só puseram lá essa palavra, mudaram o rótulo para verde e foi a desculpa necessária para aumentarem o preço. Sem mais informação, eu posso assumir o que quiser. E isto é só um exemplo, deve haver centenas. Como aqueles produtos que supostamente são ‘biológicos’ mas depois as análises revelam químicos acima do limite permitido por lei. Não sei se existe alguma legislação para usar palavras como ecológico, biológico, solidário, mas se não há, devia, para haver mais transparência.

Gostos não se discutem

As coisas de que eu gosto.




Chá.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Os espertos e os tansos

EMEL. No jogo da caça à multa, é tudo uma questão de sorte


Já sei que toda a gente que mora em Lisboa e arredores me vai rogar pragas, mas estava a ler este artigo e achar que é muito bem feita que as pessoas que acham que podem estacionar os carros em lugares pagos sem pagar sejam multadas. Uma coisa é pagarem e chegarem mais tarde uns minutos e já terem sido multados. Concordo que é demasiado. Especialmente em Portugal que ninguém cumpre horários, é um bocado irónico as pessoas serem multadas porque chegaram uns minutos mais tarde ao parquímetro. Também sei que é injusto as câmaras, e não é só a de Lisboa, andarem a montar parquímetros em todo o lado, numa sede incontrolável de receitas a qualquer custo, especialmente em sítios que não têm outras alternativas, para os utentes terem mesmo de pagar. E diga-se ainda que os preços não são propriamente baixos, e aqui falo do Porto em específico.
Mas o que me chateia mesmo é, tendo de se pagar, têm todos de pagar, e não só alguns, não só os tansos. É o que me sinto quando meto moedas num parquímetro e alguém ao lado não meteu porque não lhe apeteceu e vai-se embora sem pagar. Eu é que acabei por fazer figura de ursa, porque gastei dinheiro que não precisava de ter gastado. A terem de pagar que paguem todos, e os que se armam em espertos que sejam multados. Acho muito bem. Eram só 5 minutos para ir beber uma cerveja? Ai eram? Então também eram só mais 20 cêntimos que tinham de pagar para poderem beber a cerveja descansados. Era só mais um carro mal estacionado. Ai era? Então é só mais uma multa. As pessoas são preguiçosas e preferem estacionar o carro mal, num sítio à porta, com o perigo de serem multadas, do que andar 50 metros e pararem num sítio em que não teriam de pagar e podiam fazer as suas coisas à vontade. E se assim é, que sejam multadas todas. Não tenho pena nenhuma.

Eu no Carnaval


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Gatinhos


Life imitating art

Nos filmes e séries americanos, é sempre muito fácil as pessoas confessarem os crimes. Quando a polícia desconfia delas, leva-as para a esquadra, e no primeiro ou segundo interrogatório contam logo todos os pormenores do seu crime, como mataram, porquê, quando e onde. Desde que estive nos US, percebi que algumas coisas que parecem filme afinal são mesmo assim (já falei aqui das carrinhas de raptar pessoas, por exemplo), mas não sei se isto das confissões também é mesmo assim na vida real ou se é apenas ficção. Em Portugal, claramente não há a mesma facilidade em confessar crimes. Basta ver os processos mais conhecidos, Casa Pia, Sócrates, Ricardo Salgado, por exemplo, para ver que os arguidos continuam sempre a negar a sua culpa, mesmo perante provas. Era bom que a vida às vezes fosse mais como o cinema.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018


Eu tinha um dente desvitalizado há uns bons anos já. Mas de vez em quando doía-me. Estranho, porque dentes desvitalizados estão mortos supostamente, não é? Mas tinha crises periódicas e doía-me de facto e até a gengiva ficava inflamada. Fui a um dentista e contei o meu problema. Não podia ser, o dente estava desvitalizado. Fez qualquer coisa no dente e mandou-me embora. Na crise seguinte, fui a um dentista diferente. A mesma conversa, dentes desvitalizados não doem. Acreditem ou não, fui a sete, SETE, dentistas diferentes até encontrar uma profissional que percebeu que o dente estava mal desvitalizado e até tinha um pouco de mobilidade e era preciso ser tratado. Desvitalizar correctamente ou tirar. Tirei o dente, pus um implante e resolvi o problema para sempre. Nunca mais tive dores ou gengivas inflamadas. Isto para dizer o quê? Que até pode parecer muito disparatado, mas nem sempre somos nós os loucos que não temos razão. Se calhar, só encontramos pessoas incompetentes ou que não têm a capacidade necessária para olhar para a big picture e perceber o problema. E se não desistirmos, se continuarmos a insistir, até pode ser que consigamos ser bem sucedidos.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Quem nunca

Por engano, fechar um ficheiro no qual estivemos todo o dia a trabalhar a achar que é outro e carregar no 'don't save changes'. Que atire a primeira pedra quem nunca passou horas da sua vida a refazer ficheiros pela segunda vez.

Dúvidas

Dúvida da semana: haverá alguém no mundo que não goste do casal Ellen DeGeneres e Portia de Rossi? Elas são tão fofas e ficam tão giras juntas. Tenho a sensação que toda a gente as adora.

Amazon

Não sei se já comentei aqui no blog que gosto muito da Amazon (não é publicidade, mas se me quiserem dar dinheiro para dizer coisas bonitas e positivas estou muito receptiva a isso. Wink!). Especialmente desde que a Amazon Espanha faz envios grátis para Portugal. Vou lá ver muitos artigos e muitos deles compro - os últimos pares de sapatilhas de corrida foram comprados lá, super mais baratos do que nas lojas.
O pior é o remarketing, julgo que é este o termo. Quase todos os dias recebo um email da Amazon com sugestões de compra de todos os produtos que eu andei a ver e que não comprei. Basicamente a quererem que eu ceda. A mandarem-me fotos dos produtos que eu vi e gosto, com preços baixos, assim a piscarem-me o olho. Mas eu sou forte. Podem mandar-me os emails que quiserem com a Fjällräven Kånken que eu não vou comprar. Eu nem sequer uso mochila, já decidi, seria uma parvoíce comprar! E também não vou comprar as La Sportiva. Não posso gastar 100 euros numas sapatilhas para trail, não sou assim profissional. Ouviste, Amazon? Deixa-me!