sexta-feira, 19 de março de 2021

Efeitos indirectos do covid e directos do confinamento

 -Na minha recente incursão de uber por causa da revisão do carro, a condutora do uber disse que não consegue tomar o pequeno-almoço, nem um café a meio do dia. Ela tem de acordar de madrugada para ir buscar o carro à empresa e quer tomar qualquer coisa mais tarde. Nos cafés, só lhe vendem comida para ela levar e comer noutro sítio, que adivinho que seja o carro. Mas só pode comer, não lhe vendem bebida nenhuma. Para isso, tem de se deslocar a um supermercado e comprar uma bebida, que julgo que nem vendem bebidas quentes, para tomar noutro lado também.

-Também recentemente falei com um serralheiro que diz que já não pode ver sandes à frente. Enjoou fiambre e queijo, e sandes no geral. Isto porquê? Ele e os funcionários dele agora não têm um único restaurante onde possam comer. Antes levavam comida uns dias, mas noutros iam comer a qualquer lado. Só que agora não há opção.

Disrupções do dia-a-dia que nem reparamos porque não nos toca a nós, decorrentes da palhaçada que se tornou este confinamento infinito. Até quando vão os políticos deixar de olhar só para os seus umbigos e começar a permitir a abertura de negócios que fazem falta a quem os tem, para terem dinheiro para pagar contas, e para quem os usa, por fornecerem opções que são necessárias?



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