terça-feira, 26 de junho de 2018
Actualidade
Acho que a conclusão a que finalmente podemos chegar é que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos dá razão a toda a gente. Toda a gente que decida apelar para este Tribunal vai ganhar, é dinheiro bem gasto.
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Filmes e mais filmes
The Auschwitz Report - filme sobre dois prisioneiros de Auschwitz que acabam poo conseguir escapar do campo, passar a fronteira e chegar à Cruz Vermelha, onde revelam tudo o que se passava no campo, supostamente um história verídica. Sendo um filme da WWII, não é um filme de guerra. É lento e calmo, mas muito impressionante. A primeira parte, que mostra a vida no campo de concentração, é desconcertante. Para os fortes de espírito só. Gostei.
Thor: Love and Thunder - mais um filme de um dos deuses preferidos de Asgard (o outro é Loki, obvs). Gosto muito do Thor mas só tinha visto o primeiro filme dele (e mais todos vários outros filmes do cinematic universe onde ele aparece). Quando vi o trailer deste filme, vi logo que ia gostar. É um filme cheio de piadas e puns, mas que ficam bem aqui (ao contrário de Star Wars, por exemplo). Thor reencontra a sua namorada Jane (Natalie Portman muito bem, como sempre), e juntos vão enfrentar um novo inimigo que quer eliminar os deuses. Filme cheio de acção e piadas e, bem, com o rabo do Chris Hemsworth, que também vale muito a pena. Depois de Maverick, a surpresa do ano e já ganhou o número dois.
Elvis – como o nome indica, filme sobre Elvis Presley. Não é bem uma biografia extensiva, não explora a sua relação com a mãe nem com a mulher Priscilla, mas foca-se mais na sua carreira e relação com o seu agente. Também este filme é realizado pelo Baz Luhrmann, que é mais da música, e acho que explica o filme ter ido mais nessa direcção. O que não é necessariamente mau. Aliás, eu adorei o filme. Gosto muito da música do Elvis e é uma constante no filme. Estão sempre a passar músicas dele no background. Para além das músicas, dá-nos uma boa ideia geral do que foi a sua vida e carreira. O filme não se foca muito na sua dependência dos comprimidos e de como isso o levou ao fundo. Nem sequer o mostra gordo no final, como ele ficou pouco antes de morrer, mas julgo que terá sido uma opção criativa do realizador. Ainda assim, um bom filme e imperdível para fãs do cantor.
The Gray Man – mais um filme pipoca da netflix. A fórmula do costume, actores conhecidos em duas horas de acção, com um plot apenas razoável, que não fica na memória muito tempo, mas jeitoso para passar tempo. Às vezes chateia-me que as pessoas critiquem os filmes da netflix. Eu não estou sempre à espera de um filme digno de Óscares (que até já os teve), ou de um filme que se vá tornar num clássico. Da netflix, espero um filme que não seja penoso de ver, light entertainment. E para isso, acho que têm tido sucesso. Voltando a este filme, é a história de um agente sombra da CIA, que quer dizer que é ainda mais secreto do que a CIA, e que acaba por ser procurado pela CIA, com um mauzão muito mau atrás dele para o matar. Uma história cliché, portanto. Mas bom para ver a um domingo à tarde.
Company of Heroes – um filme sobre a segunda guerra, desta vez sobre um grupo de soldados que, no meio de uma missão menor, percebem que têm de entrar noutra missão para parar a bomba atómica. Os comentários no IMDb sobre este filme são terríveis: as armas que pertnecem àquele tempo, os tanques que não são alemães, até nos atores cascam (alguns deles são actores que já fizeram outros filmes de guerra mas nem isso salvou o filme aqui). Eu nunca teria percebido a cena das armas e dos tanques, mas de facto o plot é um bocado fraco. E o filme todo também. Não foi horrível de ver, mas também não é nada de especial. Está na netflix, mas se tiverem algo melhor para ver, não percam tempo com este.
Marnie – filme de Hitchcock, sobre uma ladra que dá golpes em empresas para as quais trabalha, mas que acaba por ser apanhada pelo dono de uma das empresas e acaba por ter de casar com ele, para não ir presa. Para não ser assim tão fácil, a rapariga também tem outros problemas, é frígida e tem um trauma com o vermelho (aqueles efeitos especiais mal feitos da época... ). O dono da empresa é Sean Connery, a fazer de James Bond americano. Sendo um filme de Hitchcock, não nos livramos dos laivos de machismo aqui e ali, sendo que Sean Connery também ajuda à festa, como de costume no James Bond, mas ainda assim gostei. Este e outros filmes de Hitchcock deram no AMC, uma boa surpresa.
The Man Who Knew Too Much – mais um filme de Hitchcock. É a história de um casal está de férias em Marrocos e vê-se envolvido numa teia em que há um assassinato planeado e acabam por lhes raptar o filho para eles não falarem. Gostei muito do filme, bastante surpreendente, pela positiva. Uma boa história e também bons protagonistas (James Stewart que também é protagonista de Rear Window, que adoro, e Doris Day, que dá um ar de sua graça com umas cantigas).
Torn Curtain – e outro filme de Hitchcock, este sobre a guerra fria. Um cientista americano, depois de ver a sua pesquisa cancelada pelo governo, passa para o lado da Alemanha e vai para a Alemanha Oriental (a má) para continuar a sua pesquisa lá, com um cientista alemão. Mas o seu plano não era assim tão simples, e ainda se complica mais quando a sua noiva e assistente o decide seguir até à Alemanha. Adorei o filme, especialmente por causa da temática guerra fria. E é com duas grandes estrelas da época, Paul Newman e Julie Andrews.
Hitchcock – este filme não é de Hitchcock, mas sobre Hitchcock. Conta a história dele e sua mulher quando decidiram fazer o Psycho, todos os obstáculos e sucesso. Anthony Hopkins é quem faz de Hitchcock, mas apesar de toda a caracterização, a barriga gigante e os kg extra na cara e pescoço para se parecer com ele, não consegui abstrair-me de que aquele era o Hopkins, pela voz e sotaque tão marcado. Não estragou o filme, mas não me deixou usufruir da experiência da forma imersiva que eu gostaria. De resto, foi razoável, não é uma obra prima mas vê-se bem.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
#67
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
#253
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Podes tirar o pobre da favela, mas não podes tirar a favela do pobre
Adoro a Penélope Cruz. Ela é linda, espanhola, com estilo, boa actriz, quase sempre faz bons filmes. Mas o mais curioso nela é que tanto tira fotos super charmosas, giríssimas, como também é óptima a fazer de sopeira. Parece que é um talento natural, não parece nada encenado. Basta ver os filmes do Almodôvar, faz quase sempre de pobre espanholita e está perfeita em todos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
Tempo livre
Há muito que não dou aqui conta do que ando a ver. Sendo que tenho visto tanto séries como filmes, aqui fica a lista do que me lembro dos últimos tempos:
Séries
White Lotus - série da HBO sobre um grupo de hóspedes de um hotel, numa ilha paradisíaca. Ouvi falar bem desta série e decidi ver porque é pequena, seis episódios de 1h cada. Gostei, mas achei que ia ser diferente. A música de fundo dá impressão de ser uma daquelas séries em que de repente vão todos morrer de uma forma bizzara. A música é muito sombria e cria alguma ansiedade, mas depois afinal não é bem assim, apesar de eu ter sentido alguma estranheza em toda a série. Gostei mas não me parece que queira ver a segunda season, já que a série foi renovada.
Nine Perfect Strangers - série da Prime video, que tem um conceito muito semelhante ao de White Lotus. Um grupo de pessoas vai para uma espécie de retiro, isolados do mundo, só com a 'guru' e os funcionários do retiro. Também senti alguma estranheza, as personagens são estranhas e todos escondem segredos e, de novo, estava sempre à espera que algo acontecesse e, de novo, também não foi bem assim. Entretém mas não é genial. Tambem é curta, oito episódios com menos de 1h cada, por isso vê-se rápido.
Mad Men - esta é a série grande em que decidi apostar depois de terminar Billions. Tem sete seasons e já vou na sexta. Para quem não conhece, é uma série que se passa nos anos 60, no mundo das agências de publicidade. Já tinha visto alguns episódios há muito tempo, quando a série dava na RTP2, mas agora decidi ver tudo do início ao fim. Estou a adorar! Gosto do Don Draper, claro, do tema da série, das personagens e respectivos actores. Fico sempre um pouco apreensiva em relação a séries que já acabaram e que têm muitas seasons e episódios, esta tem 92, mas mais uma vez estou a gostar muito (com Billions tinha corrido bem também) e já com medo de chegar ao fim.
Filmes
Cast Away - história de um homem que, depois do avião onde seguia se ter despenhado no mar, vai ter a uma ilha deserta e lá sobrevive durante alguns anos. Este filme já tem 20 anos e é super conhecido, por isso quase toda a gente já deve ter visto menos eu, que embirrei com Tom Hanks durante muito tempo. Desde que vi Forrest Gump, no ano passado, que decidi que ia parar com isso e tenho visto mais filmes dele. E tenho gostado. Gostei deste.
No Time to Die - filme mais recente do agente secreto mais famoso de sempre, 007. Este filme até tem um post dedicado, aqui, mas só recomendo a quem não se importa com spoilers. História do costume, aparece um mau e o Bond vai atrás dele para salvar o mundo. James Bond nunca me desilude. Adorei, claro.
Rifkin's Festival - filme mais recente de Woody Allen, que conta a história de um casal que vai ao Festival de Cinema de San Sebastian. Este filme também tem um post dedicado, aqui, mas, resumindo, achei fraco.
Free Guy - a história de um tipo que é afinal uma personagem dentro de um jogo (inteligência artificial) e que tenta salvar o seu mundo, enquanto se apaixona. Filme que entretém, mas não é muito mais do que isso. Só fui ver porque é com o Ryan Reynolds e a Jodie Comer e queria ir ao cinema e não havia mais nada em cartaz que me interessasse.
We Stand Alone Together: The Men of the Easy Company - isto não é bem um filme. nem é bem um documentário. É um merge dos dois, onde se fala com os veteranos da Segunda Guerra Mundial que deram origem às personagens da série Band of Brothers e eles contam as suas histórias. Para quem adorou Band of Brothers, é para se ver. Está disponível na HBO também.
Revi também todos os filmes de Almodóvar que estão disponíveis na HBO e mais alguns que tenho em DVD:
Entre tinieblas
¿Qué he hecho YO para merecer esto!!
La ley del deseo
Mujeres al borde de un ataque de nervios
Tacones lejanos
La flor de mi secreto
Carne trémula
Todo sobre mi madre
Volver
Los abrazos rotos
Eu vi praticamente todos os filmes de Almodóvar, julgo que me falta um ou dois apenas, há muito tempo, e depois fui acompanhando à medida que iam saindo novos. Estes de que falo agora tinha visto há uns 10 ou 15 anos, e quando vi que estavam na HBO achei que era uma boa oportunidade para rever, apesar de os ter praticamente todos em DVD e poder fazê-lo em qualquer altura. Adoro todos, adoro Almodóvar e a atmosfera dos filmes dele, especialmente os mais antigos, que se passam em Madrid nos anos 80 ou 90. O meu preferido de todos é o Volver, que já vi muitas vezes e não me canso. Penélope Cruz está brilhante, como aliás está em todos os filmes de Almodóvar, a fazer de sopeira. Como não adorar? Só posso recomendar muito.