terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Mixed feelings

Um facto bom e mau ao mesmo tempo é que comecei a beber cevada sem açúcar. Começando do início, não gosto de café e bebo sempre uma caneca de cevada ao pequeno-almoço. Costumava pôr açúcar ou uma pastilha de adoçante, mas recentemente descobri que afinal consigo beber sem isso. É bom porque escuso de ingerir açúcar desnecessário, mas é mau porque é super triste e desconsolado.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Filmes

(acho que perdi o controlo destes posts dos filmes... este já é antigo e estava em draft)


The War of the Volcanoes - um documentário que passou na RTP2 e me parecia muito interessante, sobre a história de amor da Ingrid Bergman e do Roberto Rossellini. Tinha muito potencial, mas achei fraquito.

13 Hours that Saved Britain - mais um documentário, desta vez da netflix, sobre o dia que a Alemanha atacou a Grã-Bretanha. Também não achei nada de especial, porque já sabia a história e não acrescentou muito de novo. Mas pelo menos é curto e não perdi muito tempo de vida.

The Invasion - mal li o resumo deste filme, vi logo que ia gostar. É um filme de zombies mas sem zombies e em vez disso um vírus que torna as pessoas sem emoções. Tudo o resto é igual, a propagação, as pessoas a ficarem contagiadas, os poucos que se salvaram a fugirem, etc. Com a Nicole Kidman e o Daniel Craig, como extra. Gostei muito.

Amsterdam - este é um daqueles filmes que eu ia sempre ver. Com actores que eu gosto, e história parecia boa. Mas depois foi uma desilusão. Tudo neste filme, incluindo a desilusão, me lembra o Nightmare Alley. Este talvez seja um ponto acima. Meio, vá. Nem vou fazer resumo, nem lembro bem e não quero reavivar esta memória.

Psycho - mais um grande clássico, que eu nunca tinha visto. Mas sabia a história, claro, por isso não foi assim grande surpresa o desfecho. Uma senhora decide desviar dinheiro do seu trabalho e foge, e instala-se num motel, que é gerido por um rapaz que vive com a sua mãe. É um bom filme e vale muito a pena. Ainda assim, não passou para o meu top de filmes do Hitchcock (Rear Window, Dial M for Murder e Vertigo).

Little Women - não sou muito de filmes de época mas este é da Greta Gerwig e por isso quis ver. É uma história que acho que toda a gente conhece, três irmãs na altura da guerra civil, blabla. Muito comovente e final feliz e tudo isso que estamos à espera. Eu a chorar? Quem é que está a chorar? Eu não. Está na HBO.

Split - acho que estou a superar o meu trauma com os filmes do Shyamalan (The Happening, estou a falar de ti!) e este filme contribuiu mais um pouco. Este conta a história de um homem que tem múltiplas personalidades. E mais não digo. Gostei? Sim, gostei. Podia ser um filme de qualquer outro realizador, se não fosse com o James McAvoy? Eu acho que sim. Está no Prime Video.

Another Round - queria ver este filme desde que esteve no cinema e não o consegui apanhar. Está na HBO agora e consegui ver finalmente. Um grupo de amigos decide fazer uma experiência e andar constantemente com um nível baixo de álcool no sangue, para testar a teoria de um filósofo. Foi bom, gostei, mas acho que a expectativa de ter estado tanto tempo à espera estragou um pouco. Mas é um filme muito bom, ainda assim. E tem o Mads Mikkelsen.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Medos

Encontrar alguém conhecido no parque de estacionamento, de manhã, a caminho do trabalho, e ter de ir a fazer conversa de circunstância até ao escritório. É que ainda são uns 400 metros. E de manhã. E pessoas. E por favor não.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Ideias vencedoras

Podermos enviar uma mensagem aos detentores de uma rede wifi - acabei de descobrir uma rede wifi que tem o nome de um ex-colega de trabalho, lembrei-me disto. Mas também! há redes wifi com nomes muito sugestivos. A minha é uma delas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

XYZ

A grande diferença geracional que vejo em pessoas dos vinte e tais, trintas versus eu, já no início dos quarenta, é o tiktok. Os meus colegas mais novos usam o tiktok como fonte de todo o conhecimento. Sabem de notícias pelo tiktok (as cheias no Porto, por exemplo), informam-se sobre sítios para visitar numa viagem no tiktok, vêem vídeos engraçados no tiktok, vêm dicas de qualquer coisa no tiktok. Eu uso um browser e vejo sites variados, para obter este conhecimento em forma escrita. Acredito que, para eles, eu seja como os boomers são para mim.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Meme da semana


Penso nisto sempre que ouço um podcast com coisas que poderia ser eu a pensar, que  não são assim tão poucas vezes quanto gostaria - ou os podcasts são básicos ou eu sou muito esperta, e eu inclino-me mais para a primeira hipótese.

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Quem vê caras, não vê corações

Há pessoas que parecem normais até nos dizerem que têm um mapa do mundo na parede da sala e que vão marcando lá os países que visitam.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Negócios de sucesso

Cabeleireiros ao sábado. Sendo que qualquer cabeleireiro está cheio de gente aos sábados, por mais fraco que seja, é sempre impossível alguém nos atender aos sábados, era uma boa ideia ter um negócio que só abria aos sábados. Eliminava os dias parados da semana, em que não gastávamos água e electricidade, e só abria ao sábado, que é o verdadeiro dia lucrativo. E podia perfeitamente ser um part-time lucrativo para quem tem outra profissão.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Fácil

No final do ano passado, numa visita ao Lidl, vi este livro:

E depois vi que a felicidade está apenas a 7,99 euros de distância.


Devia ter comprado. Depois admiro-me que a vida não me corra bem. A vida oferece-me soluções mesmo à frente dos meus olhos e eu ignoro.


 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Mas medeiam o quê afinal?

Alguém que me explique os mediadores de seguros. Não é ironia. Não entendo bem para que servem se qualquer pessoa pode ligar para as seguradoras directamente e fazer tudo por telefone. E não sei de preços, mas na minha cabeça tem de ser mais caro porque eles precisam da comissão, mas posso estar completamente enganada.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Filmes 3

Kika - um dos três filmes do Almodóvar que eu não tinha visto ainda (já só me faltam dois). É um clássico filme de Almodóvar, dos antigos, muita cor, muita comédia disfarçada de drama e drama disfarçado de comédia, impossível os fãs dele não gostarem. A história é sobre Kika, que mantém uma relação com um rapaz e com o pai dele, e depois todas as peripécias que isso dá. Não é dos melhores dele (para mim, Volver), mas está no patamar dos outros todos, logo abaixo. E mesmo assim, muito acima de tanto filme bom que por aí anda. Recomendo muito, como recomendo toda a filmografia do Almodóvar. E este vi na Filmin. O que sucede é que a Filmin sempre foi a plataforma que me parecia melhor, em termos de catálogo, só que é cara (7 euros/mês), que juntando às outras que já pago, quase dá um ordenado. A situação é que apanhei uma promoção irrecusável, 35 euros por um ano inteiro. E ainda consegui dividir com um amigo, por isso paguei 17,5 euros por um ano de bons filmes. Que bom negócio!

Frances Ha - mais um que vi na Filmin e que há muito tempo queria ver mas não estava em lado nenhum. É do Noah Baumbach, mais um dos meus realizadores preferidos, com Greta Gerwig e Adam Driver, dois dos seus regulares. Conta a história de Frances, uma rapariga que vive em New York e quer ser bailarina, mas a quem a vida não corre tão bem quanto gostaria (como a quase todos nós, né?). Muito bom, adorei. Baumbach não desilude (ou talvez sim... continuem a ler).

Dr. Strangelove or how I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb - um mega clássico do Kubrick, que eu já vi há muitos muitos anos e não me lembrava de nada. Mas tinha a ideia que não tinha gostado. E achava que eu devia ser burra e inexperiente na altura, para não gostar deste filme. Então, como estava na Filmin (a minha nova obsessão, já deu para ver), decidi ver de novo. E... bem, não tenho assim grandes notícias. Eu gostei, mas não achei assim genial. Ou melhor, eu achei bom, porque entendi todas as referências e ironias e sarcasmos acerca do comunismo e guerra fria e russos e americanos e tudo e tudo. É um filme bom, e bem feito, e nem envelheceu assim muito, mas o que dizer? Não me ficou no coração. Podem começar a atirar pedras.

White Noise - mais um filme do Noah Baumbach, mas um novo, estava nos cinemas (mas julgo que chegará à netflix em breve). Não podia perder, claro, e a expectativa era grande. Mais um com Greta Gerwig e Adam Driver, como de costume. E desta vez a história é sobre uma família, que passa por um evento catástrofe, e se vê angustiada, com ansiedade e medo da morte. A premissa era boa, e Baumbach costuma ser muito bom a transmitir estes sentimentos de forma crua e real, mas eu estava no cinema a achar que estava num filme de Shyamalan, primeiro, e depois num de Wes Anderson. Nada neste filme me deu feeling Baumbach. Entretanto estive a ler reviews e supostamente é a adaptação de um livro que era considerado 'inadaptável', e aí percebo o meu sentimento, porque não foi o Baumbach que escreveu. Não consigo dizer se gostei ou não, porque a desilusão toldou-me o raciocínio. O meu plano é esperar que o filme venha para a netflix e vê-lo de novo, e, como desta vez já sei ao que vou, vou tentar avaliar de forma neutra, não como um filme típico de Baumbach, mas como um filme, simplesmente.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Qual és tu?

 Há dois tipos de pessoas com trauma:

-as que se fecham em si mesmas e não partilham nada, tornando difícil o processo de recuperação. São as pessoas que muitas vezes nem querem pensar nos assuntos que as magoam, para não se sentirem magoadas/tristes, porque não conseguem lidar com a situação e é mais fácil ignorar e esperar que passe (não passa, btw).

-as que partilham demasiado. Que contam tudo a toda a gente, mesmo sem terem confiança para tal e, eventualmente, deixando as restantes pessoas um pouco desconfortáveis. Um exemplo: uma colega de trabalho, com quem falava muito pouco, rapidamente me contou que o pai dele se tinha suicidado por causa do trauma que o pai dele lhe causou, e a irmão dele também, e toda uma história de família bastante traumatizante, que claramente a afectou bastante, porque via-se perfeitamente que ela não estava bem, mas eu não a conhecia e não sabia o que dizer a não ser 'lamento imenso'. Se calhar seria mais útil partilharem estas histórias com profissionais que os podem ajudar realmente.

Não sou psicóloga por isso nem sei qual é o tipo pior. Era só mesmo para deixar a constatação.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Dúvidas

Dúvida da semana: se as suculentas são plantas de interior, alguém que me explique porque é que as que tenho dentro de casa morrem em poucas semanas e as que tenho no pátio estão la há anos e sobrevivem a verões de 40 graus e a invernos com dois meses seguidos de chuva? Acho que alguém nos anda a mentir.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

The night train

Não fiz nenhum estudo, mas tenho a certeza de que há uma relação entre pessoas obcecadas com comboios e psicopatas/sociopatas. Gostar de comboios é normal, eu também vejo um certo fascínio nos comboios. Mas aquelas pessoas que passam a fase do fascínio e são obcecadas por comboios têm todas um parafuso a menos. Se não matarem ninguém, já é uma sorte.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Sabedoria não tão sábia

Sabem aquele dizer bastante popular 'sorte ao jogo, azar ao amor'? Pois eu sou a prova viva de que isso é tudo uma grande treta, pois eu não tenho sorte em nenhum.

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Rotinas milagrosas

Até o grão da minha pele se está a ressentir com a minha crise existencial. Como agora não tenho paciência para nada, não lavo a cara à noite há semanas - sacrilégio! - nem ponho os mil cremes e séruns do costume. E, claro, não há milagres, a pele em bom estado foi-se. E agora é preciso entrar outra vez na rotina de fazer tudo direitinho todos os dias e esperar umas semanas até os resultados aparecerem. E até precisava de ir à dermatologista mas tenho vergonha de lhe dizer que tenho sido uma fraca, vou adiar a consulta. Não há vidas fáceis.