sexta-feira, 29 de julho de 2022

Silence is gold

 Lembro-me que há muitos anos, num carro que tive, alguma coisa, que não me lembro o quê, aconteceu e eu fiquei sem rádio durante uns dias. Aquilo pareceu-me uma tragédia. Um drama, conduzir sem música, devo ter rogado todas as pragas e mais algumas ao carro e ao universo. Hoje em dia, muitas vezes quando saio de casa de manhã ou me esqueço de ligar a música e só reparo quase a chegar ao trabalho ou não a ligo propositadamente para ir a conduzir em silêncio. E que bem me sabe. Curioso como mudamos.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Mais filmes

Arizona - filme que parecia ser muito fixe, uma comédia negra sobre uma vendedora de casas que é apanhada por um qualquer tolo psicopata que acha que a empresa dela o enganou. Tinha muito potencial mas não achei tão bom quanto esperava. Ainda assim, distrai e recomendo se quiserem ver violência não solicitada.

Out of Sight - longe da vista, longe do coração, diz-se. E a verdade é que ia fazer agora a review e já nem sabia que filme era pelo nome, esqueci-me de tudo já. Mas fui ver ao google e lembrei-me que era uma história de um ladrão bom e decente, como só o George Clooney pode ser, que se apaixona por uma agente do FBI, que é a JLo. Entretém, filme levezinho para um domingo à tarde, mas não mais do que isso.

Signs - conta a história de uma família e dos círculos nas colheitas. Um dos filmes do Shyamalan que toda a gente já tinha visto e eu não. Não tinha muitas expectativas porque os filmes do Shyamalan dividem muita gente, mas gostei. Acho que fiquei traumatizada com o The Happening e agora acho que ele nunca vai dar um final decente aos filmes. Mas enganei-me, tive a closure que precisava neste filme. 

The Exception - a história de amor de um oficial nazi e uma local judia, no meio de uma história de espiões e de nazis, passada na Segunda Guerra Mundial, na casa do kaiser alemão que estava exilado na Holanda. Apesar de à primeira vista parecer um filme de terceira categoria, tem alguns actores conhecidos, como o Christopher Plummer e a Lily James, entre outros. Gostei muito.

Top Gun: Maverick - sequela do famoso Top Gun dos anos 90. Com Tom Cruise e uma participação especial de Val Kilmer. Maverick está a ensinar pilotos agora e a prepará-los para uma missão especial. Eu tinha visto a classificação do IMDb e era de 8. Achei exagerado. Depois de ver, não achei nada exagerado. Se calhar até está por baixo. Que surpresa de filme! Adorei, é espectacular. É um feel good movie, cheio de aviões e manobras perigosas (e pouco CGI, são tudo cenas reais) e drama e amor e finais felizes. Melhor filme do ano até agora. O hype é merecido.

Burnt - filme sobre um cozinheiro que, depois de ter caído em desgraça, volta a Londres para abrir um novo restaurante e tentar ganhar mais estrelas Michelin. Para dizer a verdade, comecei a ver este filme por engano, o título português era alguma coisa com 'estrela' e tinha o Bradley Cooper e eu achei que era o da Lady Gaga. Não era, mas acabei por continuar a ver, porque era com o Bradley Cooper e porque nem parecia mau, apesar de eu tipicamente não ver filmes sobre cozinha e cozinhados. E na verdade, acabou por ser melhor do que o filme que eu queria ver (ver abaixo).

Operation Mincemeat - filme sobre uma operação da Segunda Guerra Mundial, que consistia em usar um cadáver para tentar induzir os alemães em erro, quanto ao local do sul da europa que os aliados iriam tentar tomar. Vi por ser um filme da WWII, vejo todos, mas não foi tão bom quanto esperava. Sendo sincera, não tinha grandes expectativas, porque a sinopse não parecia grande coisa também, por isso não me enganei.

A Star is Born - vi 20 min e percebi que não era para mim. Tantas coisas erradas a apontar só nestes 20 min. Arrumei logo com duas estrelas no letterboxd.

Truth - drama sobre os bastidores da imprensa, quando saiu uma reportagem que dizia que Bush filho tinha recebido favores para não ir para a guerra no Vietnam. É uma história verídica sobre a jornalista e a equipa que fizeram a peça, e que depois acabaram por ser afastados do jornalismo. Gostei.

Em termos de séries, nada para fazer crítica ainda. Continuo com Sopranos (é gigante), comecei a ver Veep pela segunda vez de forma casual (estava com saudades da Selina Meyer) e vi dois episódios de Ted Lasso (e parece tão fixe quanto dizem mas ainda é muito cedo para avaliar).

terça-feira, 26 de julho de 2022

Meme da semana

 


Quem não adora piadas sobre os americanos e o facto de eles não usarem o sistema métrico?

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Ewwww

Os incendiários são sempre pobres e/ou com pouca educação e/ou alcoólicos e/ou com antecedentes de rouibos/violência/outros crimes e/ou burros. Ninguém com alguma inteligência é incendiário (espero eu).

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Gatinhos

 


Um gatinho preto para combater o dia 13 e um preto e branco, já agora, para aproveitar os poucos momentos de amizade entre eles :)

terça-feira, 12 de julho de 2022

Maat a presidente

Se fizessem alguma coisa para melhorar o nó da A3 na VCI, em ambos os sentidos, sei lá, um viaduto ou mais faixas ou alguma coisa que permitisse ter um fluxo maior de carros quer a entrar quer a sair, o trânsito na VCI diminuía para metade ou menos, em ambos os sentidos, a qualquer hora do dia.

segunda-feira, 11 de julho de 2022

O privilégio

Depois da gratidão e da resolução, é a vez do privilégio. Hoje em dia todas as pessoas assumem o seu privilégio. Julgo que são gratas por ele, e estão bem resolvidas com ele, e então assumem publicamente que são privilegiadas. Ao assumir o privilégio, as pessoas deixam de se sentir mal por terem mais do que os outros. Já podem continuar a dizer aos berros tudo o que têm sem sentimentos de culpa.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

A penny for your thoughts

Acho que a netflix, à semelhança do google, facebook e muitos outros, também nos anda a espiar. Depois de eu me ter queixado que já não há filmes de uma hora e meia, eis que me aparece um menu na netflix chamado 'Filmes de 90 minutos'. 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Meme da semana

 


#eunavida que sempre que como uma laranja à noite digo o ditado popular.

(criação do Hugo Van Der Ding, claro, inconfundível)

terça-feira, 5 de julho de 2022

Obvs

Depois de 2+ anos de covid e de lavagem de cérebro de etiqueta respiratória, as pessoas continuam alegremente a espirrar para o ar, para as mãos, para as outras pessoas, para todo o lado menos para um lenço ou para o braço. E claro que estas pessoas estão todas sentadas à minha beira no trabalho.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Manobras perigosas

Pela quantidade de pessoas que tenho visto no último mês a conduzirem e a falar ao telemóvel com ele encostado ao ouvido e a parecerem baratas tontas na estrada, deixo aqui um apelo: plamordedeus, não poupem no kit bluetooth quando comprarem um carro. Vamos tornar isso tão essencial quanto direcção assistida ou vidros eléctricos.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Actualidade

Digam lá que não tinham saudades de me ler a resmungar com notícias. Vamos lá a isso então!

https://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/muita-da-emocao-desapareceu-woody-allen-diz-que-o-seu-proximo-filme-pode-ser-o-ultimo

Um tolo entrevista outro tolo. Adorei o Alec Baldwin durante anos. Mas desde que ele casou com aquela Hilaria tola que também ficou tolo. O Woody Allen também já foi um bom realizador, em tempos, mas também perdi a paciência para ele, como realizador e como pessoa (vide acusações de abusos sexuais - eu sei que ele não foi considerado culpado mas ele sempre teve tendência para jovenzinhas, não foi?)


Estamos em seca severa e extrema mas continua tudo igual. Não se proíbe lavagens de passeios e de ruas, não se proíbe lavagens de carros prolongadas, continua-se a regar relvados como se tivéssemos toda a água do mar disponível. Vamos só apelar à boa vontade das pessoas, que já se sabe que é pouca e vão continuar a fazer tudo igual. Portugal é mesmo um país de brandos costumes.


Por outro lado, temos esta senhora que é uma heroína e derruba essa ideia dos brandos costumes. Basicamente o que ela faz é o que nós todos fazemos quando temos problemas com funcionários/serviços públicos, só que ela diz mesmo às pessoas que trabalham nesses serviços, não atira só para o ar. Não consigo escolher uma parte preferida da notícia, toda a notícia é muito boa, mas vou destacar esta frase 'O CEJ [Centro de Estudos Judiciários] dá certificados a burros, a justiça é só burros como o Dr!'. Adoro. E já ganhou o prémio de melhor notícia da semana.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Filmes e uma série

The Wizard of Oz - um clássico, que conta a história da viagem de Dorothy até Oz, e como vai encontrando vários amigos pelo caminho. Sendo um musical, não me interessaria muito, porque não tenho mesmo paciência para musicais no geral, mas como é um clássico e também está na HBO Max decidi ver. Gostei. Apesar de ter momentos musicais, não me senti extremamente aborrecida por eles como noutros musicais que tentei ver. A única coisa que me perturbou foram os Munchkins. Sendo este filme dos anos 30, portanto início do cinema, sem efeitos especiais, aquelas criaturas tinham de ser verdadeiras. E não pareciam crianças, por tinham de ser anões (não sei se este termo é ofensivo hoje em dia, em Português :/ ) Fui procurar à internet e de facto eram centenas de anões, que foram contratados para o filme. Os anões naquela altura eram bastante maltratados, como se poderia calcular, muitos deles vendidos para circos de freaks e espectáculos. Há várias histórias sobre os Munchkins mas quem quiser que vá procurar. Fora esta nódoa, é um belo filme para crianças e adultos.

El Camino Christmas - uma comédia que me parecia assim hipster e fixe, sobre um grupo de pessoas que ficam reféns numa estação de serviço, em El Camino, um sítio ficcional mas que podia ser no Texas ou New Mexico. Vi porque me apareceu nas sugestões de filmes de 90 minutos da netflix. Mais uma vez, e sempre, pelos vistos, não achei assim engraçado, não me ri. É um filme mediano, vê-se. 

Cemetery Junction - mais uma das sugestões da netflix de filmes de 90 minutos, e este vi porque era realizado pelo Ricky Gervais e Stephen Merchant (que até entram no filme, o Ricky como uma personagem secundária, o Merchant apenas com uma espécie de cameo). IMDb diz que é comédia e drama, mas é praticamente só drama, e tem até algumas momentos bastante tristes. Não para chorarmos como Madalenas arrependidas, mas porque nos apercebemos da tristeza das situações retratadas. Gostei, não tanto como achei que poderia gostar, sendo um filme do Ricky Gervais, mas ainda assim gostei.

The Nanny Diaries - um filme da treta que deu na televisão eu gravei, e num momento de espontaneidade, vi. É com a ScarJo, há muito anos, e mais umas personalidades conhecidas, e é a história de uma nanny de uma família rica e cheia de clichés: a mulher rica que não liga ao filho, o marido rico que trai a mulher, o miúdo rico mimado. Todo o filme é um cliché e nem o final de redenção da treta não me convenceu.

Velvet Buzzsaw - filme sobre o mundo da arte em Los Angeles, artistas, coleccionadores, donos de galerias de arte. Aparecem uns quadros de um artista desconhecido, que se tornam muito valiosos, só que depois as pessoas relacionadas com os quadros, que querem ganhar dinheiro com eles, começam a morrer. Algumas caras conhecidas e o filme até parecia ter algum potencial (a crítica ao mundo da arte está boa - destaque para o crítico que vê um saco do lixo num museu e diz que gosta muito para logo ser avisado que afinal é só mesmo lixo), mas depois a cena sobrenatural dos quadros é assim um bocado meh.

Singin' in the Rain - mais um clássico da HBO Max, e mais um musical. Tem alguns momentos musicais, alguns que consegui ver, outros que andei pra frente, mas não é assim aquela absurdo que me pareceu por exemplo o Sweeney Todd, que não consegui ver mais do que uns minutos. E a história é muito interessante, é sobre um actor e uma actriz de filmes mudos que fazem a transição para filmes sonoros e a sua (ou não) adaptação. Claro que lá no meio se desenrola uma história de amor e há até uma má da fita, por isso gostei mesmo muito.

The Suicide Squad - tentei ver o primeiro Suicide Squad e não passei dos primeiros minutos. Mas quis ver este, por ter a Daniela Melchior. Os primeiros minutos também me pareceram um bocado meh, e estava assim sem grande interesse, mas aguentei e depois até gostei. Acho que a história é semelhante à do primeiro, convocam uma série de presos com características ou poderes especiais para irem numa missão impossível, ou suicida quase, e daí o nome, e claro que os nossos heróis, com mais ou menos baixas e mais ou menos percalços, vão acabar por ser bem sucedidos. Daniela Melchior está bem, não estando fantástica (falando em Danielas com sucesso em Hollywood, prefiro a Ruah, mas esta não está mal). No geral, os actores e o filme, não estando fantásticos, estão bem. Está na HBO Max e entretém bem durante 2 horas.


Nas séries, temos Fosse/Verdon, a história de Bob Fosse, encenador e coreógrafo, e Gwen Verdon, actriz e bailarina, ao longo das suas vidas. É uma série de 2019 e lembro-me perfeitamente de todas as nomeações na altura. E é com o Sam Rockwell, que adoro, mas na altura não vi por ser musical. Agora ganhei coragem para ultrapassar isso e decidi dar uma oportunidade. Tem alguns momentos musicais, mais nos ensaios e nas peças que vão aparecendo ao longo da série, mas não em número e duração suficiente para eu não ver. Sam Rockwell está muito bem, como sempre aliás. A Michelle Williams também, ela até ganhou mais prémios do que ele, mas a personagem dela a partir do episódio cinco começa a irritar-me imenso. Se antes o Bob era a personagem que ninguém gostava, por ser mulherengo e tudo o resto, a Gwen depois começa a ser uma estúpida e, para mim, inverteu a situação. Outra situação que não consigo compreender é o mega erro de casting que foi a actriz escolhida para fazer de filha deles, nos últimos três episódios, que a retratam dos 12 aos 17 anos. Basicamente escolheram uma actriz com quase 30 anos, mas muito baixinha, para parecer uma miúda. E depois nota-se que a cabeça dela é enorme para uma miúda de 12 anos. E a cara é de uma jovem, não de uma miúda. Não sei como ninguém fala disto, é como se estivesse um elefante no meio da sala e nós a tentarmos andar à volta dele, como se nada fosse. Fora este pequeno grande pormenor, que me desconcentrou em todas as cenas que ela entrava, gostei bastante da série. Está muito bem feita, os actores são bons, e dá-nos uma boa perspectiva do que foi a vida deles, dos bons e dos maus momentos. São oito episódios, de 40 a 60 minutos cada, dependendo do episódio, e está na HBO Max.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Soft skills needed

Pessoas que não sabem quando estão a ser inconvenientes: qual é a dificuldade? Será que não percebem a linguagem, ou a falta dela, nas pessoas que estão a aborrecer ou gostam tanto de falar que não conseguem parar, mesmo entendendo que estão a ser demasiado?

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Adoro um bom lombo assado :/

A principal de chatice de não se comer carne são as pessoas (como a única comentadora aqui do blog já mencionou :) ). As outras pessoas. Que sentem sempre isto como algo perpetrado contra elas. Se eu digo que não quero ir àquele restaurante porque não como carne e lá só há pratos de carne, as pessoas sentem uma imensa vontade de se justificarem por comer. Ou então dizer aquelas parvoíces que todos os que não comem carne já conhecem e começar a enunciar as várias carnes de que gostam, do género 'ai, eu adoro um bom cozido'. Gostava que as pessoas percebessem que eu não quero saber que carnes elas comem, de todo. Não me interessa o que gostam ou não gostam. Mas eu entendo as pessoas. Quando eu digo que não como carne, as pessoas sentem-se expostas. Porque se eu deixei de comer, elas também podem deixar. E se ainda comem, é porque querem, e então sentem a necessidade de se defenderem. Eu entendo, é um processo um pouco inconsciente. Mas eu de facto não quero saber. E eu nem sou de andar a espalhar que não como carne, mas claro que quando se está a falar de combinar refeições tenho de mencionar, porque é muito relevante para mim, para ter o que comer. Mas é muito cansativo.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Meme da semana

 

Este é um site que tem artigos deste género, muito engraçados e irónicos. Também tem página de instagram e aparecem estes memes geniais!

terça-feira, 21 de junho de 2022

A evitar

Fiz análises de medicina do trabalho recentemente. A senhora começa por me dizer para tirar sangue do braço direito. Disse que preferia do esquerdo. Com algum medo, porque para ela dizer para tirarmos do direito tão assertivamente, é porque só estava habituada a tirar desse. Mas optei por não julgar. Ela espeta a agulha e começa a esgravatar. A esgravatar, a esgravatar, a esgravatar, nada de sangue a sair. Eu já com bastantes dores e peço para tirar a agulha. Pensei que realmente a culpa tinha sido minha, por me ter armado em esperta e ter pedido para tirar no braço que claramente ela não tirava habitualmente. Lá disse para ela tirar antes do direito. Queria acabar com o meu sofrimento. Espeta a agulha e a mesma situação: a esgravatar, a esgravatar, a esgravatar. Nada de sangue. Eu já a bufar por todos os lados. Ela continua a esgravatar, eu a revirar o olhos, quase a arrancar a agulha e a ir embora. Ela decide ir chamar uma colega, enquanto que a agulha ficou no meu braço, e eu a senti-la. A colega chega e rapidamente apanha a veia. Vai-se embora e a primeira senhora lá começa a pôr os frascos para apanhar o sangue. Eu sempre a olhar para o outro lado para não ver. Depois ela apertar-me o braço para sair mais sangue. WTF?! Lá enche os dois frascos e tira a agulha, finalmente. Levanto o braço, e vejo que o sangue escorreu e tenho a parte de baixo do braço, a mão e o apoio da cadeira cheios de sangue. Ela com as mãos cheias de sangue. OMG, que cenário de filme de terror. Mas vejo que o sangue já não está a sair da picada, foi sangue que ela entornou em vez de encher os frascos. Rolleyes. Ela pega num bocadinho minúsculo de gaze, como que estava a usar para estancar o sangue, e começa a limpar o braço. Senhora, acha mesmo que saímos daqui hoje, eu com o braço cheio de sangue e você a limpar com um nico de gaze de 2 cm x 2 cm? Lá lhe digo que é melhor eu ir lavar o braço à casa de banho. Peço para  me pôr um penso na picada da agulha. Ela pega num penso que quase era preciso um microscópio para o ver e põe no braço, sem grande mestria, pois dobrou-se e colou. E lá fui eu lavar o sangue todo. Pior experiência de tirar sangue de sempre. Juro que quem entrasse ali no final, sem saber o contexto, e visse aquela cena iria assustar-se. E o pior é que comentei com um colega que disse que ela lhe fez o mesmo, não a cena toda da sangria, mas a cena de espetar e andar lá dentro a esgravatar à procura de uma veia, por isso o defeito não é meu, ela é que não sabe. Nunca me tinha acontecido isto na vida, e eu faço análises mais de uma vez por ano. Encontram uma veia, espetam a agulha e recolhem o sangue. Tudo limpo e rápido e cirúrgico. É sempre isto que acontece. Excepto na Ordem da Trindade, na parte de medicina de trabalho, onde traumatizam as pessoas.