quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Estudos

E aqueles estudos parvos que se vêem aos pontapés hoje em dia, tipo 'pessoas que se atrasam são mais criativas' ou 'pessoas com mau feitio vivem mais tempo' ou 'pessoas desorganizadas são mais inteligentes'? A sério que há pessoas que perdem tempo a fazer estes estudos? A sério que há pessoas que acreditam nestes estudos e os usam para desculpar as suas falhas ou para exaltarem as suas virtudes? Isso são só clickbaits, pessoas.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Conselhos sábios da internet


CGD

Ontem ao almoço fui à CGD tentar resolver uma situação. A situação de fechar a minha conta lá. Isto foi a única coisa que me animou no meio de tudo, saber que as minhas idas a esse banco vão terminar. Cheguei lá por volta das 12h e saí de lá por volta das 13h. Uma hora de espera, portanto. Uma hora de espera para nada, porque não tratei de nada, simplesmente tive de vir embora porque senão nem conseguia almoçar. Várias senhas, lá escolhi a que me parecia mais adequada - Outros assuntos. A senha dos Outros Assuntos estava no número 35 e eu era o 48. Iludi-me e pensei que provavelmente grande parte destas pessoas que tiraram essa senha tiraram por engano, que aquelas pessoas todas que estavam ali deviam ser para a caixa, para depositar dinheiro, já que todos os velhinhos vão depositar dinheiro à caixa do banco porque não sabem fazê-lo no multibanco. É verdade que muitos deles eram para a caixa, onde estava uma funcionária que se movia à velocidade de uma lesma. Cerca de 10 minutos para cada pessoa que, pensando que é só meter o dinheiro na máquina que o conta e imprimir um talão para assinar, é uma eternidade. Mas aos poucos, as pessoas que iam para a caixa lá iam desaparecendo, até que começaram a ir para a caixa pessoas que tinham chegado depois de mim. Foi aí que percebi que estava lixada. Todas as outras 12 pessoas iam ser atendidas pela única funcionária que estava numa sala. Contando que ela apenas atendeu um casal no tempo todo em que lá estive e, só mesmo no fim antes de eu me vir embora, chamou finalmente outra pessoa, percebi que nem que estivesse lá até aquilo fechar me conseguiria despachar.
Quando vou a outros bancos, raras vezes, devo dizer, nunca é assim. Despacho-me rápido, apesar de haver pessoas à minha frente. Só na CGD parece o fim do mundo. Isso leva-me a pôr algumas hipóteses:
-ou eles têm muitos mais clientes do que os outros bancos
-ou os clientes deles são muito mais limitados e precisam de muita ajuda presencial
-ou os funcionários são muito mais lentos do que os de outros bancos.
Ou então é uma mistura destes três factores em simultâneo.


PS: este post estava escrito desde ontem. Entretanto fui hoje de manhã de novo a uma agência, outra agência, e a coisas correram melhor. Ainda que estivesse na mesma muita gente à espera, os funcionários pareciam mais despachados. A máquina das senhas estiva avariada e tivemos de estar todos em fila indiana a aguardar a nossa vez, mas o serviço foi mais rápido e chegou a minha vez num instante e finalmente tratei de tudo. Ufa!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Saramago



José Saramago, Nas Suas Palavras

Dúvidas

Dúvida da semana, desta vez especialmente dirigida a mulheres que saíram de uma relação longa e estão noutra: com este segundo namorado/marido/companheiro/wtv também tiveram de fingir que eram perfeitas no início? Sabem, aquelas cenas tipo as mulheres não fazem cocó, não dão puns, não andam por casa com roupa velha e larga, andam sempre impecavelmente maquilhadas, etc. Também têm de passar por esse fingimento no início ou já não há paciência para isso? Juro que tenho esta dúvida há imenso tempo. E não digo isto com maldade, é uma dúvida honesta, eu própria já passei por isso, como muitas mulheres que conheço, e sei o alívio que é poder finalmente parar de fingir e sermos simplesmente nós próprias. Mas no início não há muita confiança e queremos parecer perfeitas, julgo que é normal. Eu sei que corro o risco de aparecer por aí uma feminista qualquer a mandar-me hate comments, mas queria mesmo saber. É que hoje em dia penso que não teria paciência de passar por isso tudo de novo, mas não sei bem como é. E digo mulheres porque apenas partilho estes comentários com mulheres, sinceramente não faço ideia se os homens também são assim, nunca ouvi nenhum queixar-se disso mas se calhar também são iguais e eu estou a discriminar.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Bimby low cost


Poucos leitores que me lêem e que nem sequer comentam muito (já sei que provavelmente não vou obter respostas, mas eu não desisto), que opinião têm daquelas máquinas de fazer sopa, tipo a da fotografia? São relativamente baratas, entre 50 e 100 euros, dependendo da marca, mas será que valem a pena? Alguém tem ou conhece quem tenha e tem alguma opinião para partilhar? Parecem-me interessantes, apesar de aquilo ser apenas uma máquina com uma varinha mágica incorporada, mas se depois não fizerem a sopa como deve ser, não vale a pena. Já li algumas críticas nos sites que dizem que não trituram bem os legumes, mas outras diziam bem, por isso não sei bem o que pensar.



Final Destination


Quinta que resistiu aos incêndios de Pedrógão foi destruída pela chuva




Isto quase que parece o plot do Final Destination.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Portuguesices

Madonna já não é só turista. Estrela está a viver em Lisboa e a pagar impostos


Será que teve de ir para a fila das finanças para ter o NIF, como os comuns mortais? Mas o que eu mais adoro na notícia toda é mesmo este trecho (até vou por a bold para se ver melhor): algo a que não é obrigada mas que será útil se optar por descontar em Portugal ou se for exigido no ato de matrícula dos filhos numa escola portuguesa .


AHAHAHAHA a parolice, meu Deus, a parolice do/a jornalista! A construção frásica, as suposições parolas, a arrogância de achar que a Madonna quer descontar em Portugal, é tudo mau. Não consigo parar de rir.

Repetições

Desde domingo até hoje comi quatro vezes atum. E ontem por pouco não comia mais uma vez ao almoço também. Deslarga-me, atum!

Terapias


Uma coisa que me acalma é estender a roupa. Já sei, toda a gente destesta, haters gonna hate. Mas eu gosto. Com tempo, é óbvio que se tiver de despachar isso para a seguir fazer mais mil tarefas não vou gostar. Mas normalmente é uma coisa que gosto de fazer devagar, quando estou aborrecida ou chateada, e acalma-me, quando acabo estou assim mais relaxada. E também me lembro que quando era miúda costumava ajudar a mami e dar-lhe as molas e tinham de ser sempre da mesma cor para a mesma peça. Manias.

Celebration


Até me esquecia: esta é uma semana de celebração. Finalmente acabou a temporada de Game of Thrones e só vou ouvir falar nisso de novo daqui a um ano, se tudo correr bem. E para além disso, ouvi dizer que é a última. Vou encomendar foguetes para quando der o último episódio!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bem me parecia

Correndo o risco de parecer muito burra, hoje tive uma grande revelação: como escrever letras com acentos no iphone. Eu bem que achava estranho que não conseguisse escrever letras com acentos, não fazia muito sentido, mas pronto, sei lá, é um teclado inglês, pensava eu, não se lembraram dessa possibilidade. Afinal basta pressionar e esperar que as opções apareçam. E julgo que esta revelação só aconteceu porque desactivei hoje a opção 'predictive' para o telefone não escrever coisas parvas em vez do que realmente quero dizer.
Lição a tirar: uma pessoa toma uma boa decisão e o universo premeia-nos.

Gatinhos


Não há coincidências

Não me entendam mal, eu não me estou a queixar, eu sei que era preciso chuva porque estamos em seca extrema e não estarei muito errada se disser que gosto mais de chuva do que muitos de vós, mas, caramba, depois de meses sem uma pinga era mesmo preciso chover no dia em que eu pus tijoleira nova no pátio e o cimento tinha de secar? Era mais um dia apenas, um dia...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Síndrome do alarme


Eu sofro da síndrome do alarme. Para quem não conhece esta doença, apanha-se quando se passa mas portas das lojas com alarme e este começa a tocar, devido a artigos que já são nossos e estamos a usar e que não foram desctaivados ou que o foram de forma errada, não sei bem. Isto depois origina a chatice de vir um funcionário ter connosco e termos de explicar que não estamos a roubar nada e que provavelmente é a nossa carteira ou as nossas sapatilhas. Depois disso esse funcionário, se for simpático, leva o nosso item que foi comprado noutra loja e já está a ser usado e desactiva-o na máquina da loja onde estamos e elimina-se o problema, pelo menos temporariamente.
Quem já passou por isto mais do que uma vez, acaba por desenvolver esta síndrome que se caracteriza por ter sempre medo de passar por alarmes em lojas, com medo que aquela grande porcaria toque e que tenhamos de passar por tudo de novo, nem que estejamos com roupa e itens que já tenham muito tempo, porque, como se sabe, muitos alarmes activam-se com o calor, que é a tanga que nos dizem quando vamos reclamar à loja onde compramos os artigos porque estamos fartos de passar vergonhas.

Forever and Ever

Quando eu era pequena e andava de carro com os meus pais, o meu pai punha muitas vezes a cassete do Demis Roussos. Passei a minha infância a ouvir Demis Roussos no carro portanto, em longas viagens para casa dos meus avós, enquanto dormia na chapeleira (God, se fosse hoje, a Segurança Social já me tinha retirado aos meus pais) ou no banco de trás quando já era um pouco maior e não cabia na chapeleira. Hoje em dia, quando me sinto desconfortável ou triste ou desanimada, se ouvir Demis Roussos é como se revivesse aquele sentimento de familiaridade e me sentisse outra vez pequena, no banco de trás do carro a adormecer, e fico sempre um pouco melhor. Para as quartas-feiras é fantástico, por exemplo. E acho que vai ser a minha arma secreta para conseguir sobreviver ao dia de hoje, que se avizinha longo e difícil.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Living on the edge


Ando obcecada com o prazo de validade dos produtos alimentares. Antes os prazos de validade eram enormes, mais de um ano para alguns produtos. Agora compro um pacote de batatas fritas e quando vou a ver já passaram 2 ou 3 meses desde o final do prazo. Houve alguma coisa que mudou? Saiu alguma lei que obrigue os produtores a usarem menos conservantes ou a encurtarem os prazos de validade? Não me percebam mal, eu não me estou a queixar, acho que até é bom para os consumidores se for esse caso de se estarem a usar menos conservantes. Só estou a achar estranho porque uma coisa destas não me parece que venha dos produtores, que naturalmente devem preferir ter produtos que sejam válidos durante mais tempo. Ou então não, porque assim as pessoas vêem que passou do prazo e deitam fora e compram novo. Não eu. Eu nem acredito muito nessa história dos prazos de validade, para dizer a verdade. Se quando compro escolho os produtos que têm um prazo maior, por exemplo os iogurtes, que vou sempre ao fundo da prateleira buscar, também é verdade que não me faz diferença nenhuma que depois, em minha casa, passem do prazo. Até porque é fácil ver se os produtos estão estragados em coisas como iogurtes, leites, compotas, queijos, etc. Nos restantes produtos, também não acredito muito que comer umas batatas fritas ou umas bolachas que passaram do prazo há 2 meses me vão fazer mal. Se não estiverem com mau gosto ou outro qualquer sinal de estarem estragados, eu como sem problema. Gosto de viver no limite.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Gostos não se discutem

As coisas de que eu gosto.



Cremes.




Há dois tipos de pessoas


E vocês, deitam primeiro o leite ou os cereais na taça? Eu deito primeiro os cereais e só depois ajusto o leite necessário, porque gosto que tenha muito leite, sempre a cobrir os cereais.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Norte, sul, este, oeste

Em alguns dos trails em que participo é normal o sítio da partida ser algo tipo 'no largo da igreja' ou 'junto da igreja velha'. Já que eu muitas vezes vou para sítios que não conheço, eu e provavelmente muitas outras pessoas, estas indicações parecem-me bastante vagas. Será assim tão difícil incluírem o nome de uma rua que apareça no GPS ou o número das coordenadas? Já andei mais de meia hora às voltas, a pedir indicações às pessoas que encontrava na rua, completamente perdida em terras que não conheço, por ruas que o meu carro quase não passava, e tudo isto seria evitado com indicações precisas. Nomes de ruas, ok, pessoas que organizam os trails? Nomes de ruas ou coordenadas, lembrem-se.