quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Actualidade


Ryanair: tripulantes de cabine marcam greve de 21 a 25 de agosto


Só vejo vantagens: não tentam vender comida caríssima que ninguém quer, não andam com o carrinho dos perfumes para trás e para a frente a aborrecer as pessoas, não temos de ouvir a música palhaça da lotaria.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

A era da internet

Não sei se repararam mas eu estive mais do que um mês sem vir ao blog. Ora o que aconteceu foi que o meu pai teve um enfarte muito forte e esteve no hospital internado várias semanas. Felizmente, conseguiu recuperar e voltar para casa, mas foram tempos difíceis. Mas não estou aqui para falar disso, estou aqui para falar sobre as facilidades do tempo em que vivemos e que se calhar muitas vezes nem nos apercebemos.
Portanto, eu estava a trabalhar à distância e a visitar o meu pai no hospital todos os dias. Não tinha tempo para ir a mais lado algum ou fazer alguma outra coisa. Primeiro, a possibilidade de trabalhar onde quer que seja, com um portátil, um carregador e um hotspot. Acho fantástico isto, poder continuar a produzir e a receber mesmo estando no hospital na sala de espera. Depois todas as coisas que se podem fazer com um simples telemóvel. Pedi acesso online ao banco dos meus pais e consegui fazer todos os pagamentos, água, luz, telemóveis, IMI, seguros, tudo, tudo. Claro que eu já faço isso para mim mas os meus pais pagavam tudo à moda antiga, no multibanco, não percebem nada de internet. Ainda hoje o meu pai não entende bem esta situação de eu pagar tudo no meu telemóvel ou ver o saldo da conta dele na hora. Até para pagar o parquímetro era fácil. Instalei a app, fazia o pagamento e até recebia um aviso quando o tempo estava a terminar. Não tinha de ir ao carro, não tinha de ter trocos, tudo tão fácil.
Eu já faço tudo o que posso no telemóvel, odeio ter de me deslocar a sítios desnecessariamente, mas, no meio de toda a tragédia, dei por mim a reflectir que se tivesse acontecido há anos atrás poderia não sido tão fácil de gerir. Tinha de meter férias porque não podia ir trabalhar, tinha de ir às águas pedir uma referência multibanco nova porque a antiga expirou, tinha de ir ao parquímetro de duas em duas horas meter moedas, tinha de ir a cafés trocar notas, etc..
Gosto de aproveitar todas as facilidades que temos à disposição. Mbway, cartões de crédito virtuais, compras online, bancos online, uber. Há anos que não vou a um banco meu tratar de nada e adoro isso, consigo fazer tudo na app ou no site. Noutro dia tive de ir à Zara devolver uns vestidos que comprei online e percebi que há imenso tempo que não ia a uma loja física. É tão mais fácil escolher tudo online e mandar vir. As coisas vão para nossa casa, podemos experimentar e ver no nosso espelho, que não tem aquelas luzes horríveis que nos fazem parecer uma merda, e já está, nem é preciso ir para filas para pagar. Nunca mais recebi facturas em papel que desperdiçam recursos e só servem para se acumular capas cheias de papel inútil em casa, e se podem perder no correio e depois não pagamos a tempo. Entregam-me sacos de 15 kg de ração em casa e não tenho de vir eu carregada que nem uma mula.
Acho que a maior parte do tempo nem percebemos a sorte que temos. Os miúdos mais novos não sabem certamente, pois já cresceram com tudo isto. Os mais velhos também não sabem porque não sabem usar estas coisas todas e continuam a fazer a sua vida como antes. Mas nós, que vivemos nas duas eras, conseguimos perceber como temos a vida facilitada, não?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Dúvidas

Dúvida da semana: porque é que nos restaurantes as batatas a murro nunca levam um murro, e vêm sempre direitinhas?

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Magia!

Acho que já disse isto, mas adoro quando os problemas se resolvem sozinhos, sem eu me preocupar nem fazer nada. Sentar, deixar passar tempo suficiente e puf! Resolvido!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Vai-se andando

Odeio que me perguntem: ‘como estás?’ É muito pior do que o ‘tudo bem?’ do costume. Com o ‘tudo bem?’, toda a gente sabe que é suposto darmos uma resposta rápida e generalista. ‘Tudo! E contigo?’. Agora com o ‘como estás?’, parece que a pessoa que pergunta está genuinamente preocupada connosco e quer que lhe contemos todas as desventuras da nossa vida. ‘Estou muito mal, quase a cortar os pulsos.’ É muito invasivo este ‘como estás?’, quer saber tudo sobre mim e está a analisar a minha resposta atentamente. Prefiro mil vezes o ânimo leve do ‘tudo bem?’ de quem não quer saber e que não nos deixa tão desconfortáveis.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Dúvidas

Dúvida da semana: sou só eu que quando ando de sandálias parece que ando a arrastar chinelos, com aquele barulho schlop schlop schlop a cada passo?

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Dúvidas

Dúvida da semana: todos os gunas andaram na escola da vida? Pela amostra analisada, claramente esse estabelecimento de ensino não é grande coisa, especialmente no que diz respeito a boas maneiras.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Engodos

Séries que foram feitas para ter uma temporada só mas que tiveram imenso sucesso e os produtores decidem fazer mais 53, enrolando durante anos - ide tomar no cu!

segunda-feira, 22 de julho de 2019

É demais

Aceito que estamos numa era de contenção e protecção do meio ambiente e recursos e tudo mais e eu sou super a favor disso. Agora mandarem-me um mail para eu imprimir a minha própria carta verde do seguro para pôr no carro é lata a mais! Ainda por cima lá nas instruções dizia que tinha de ser impressa a cores. Claro, vou imprimir uma folha inteira a verde e gastar rios de tinta, quando os tipos do seguro têm folhas já verdes próprias. Acho que a Tranquilidade não percebeu muito bem a cena de poupar recursos. quer dizer, perceberam, mas só para o lado deles, que querem poupar, o papel, a impressão e o selo da carta. Senhores, só tem sentido mandar as coisas em formato digital caso não seja preciso imprimir e possamos usar o formato digital directo, tipo bilhetes de concertos ou de avião, que passamos o código de barras no telemóvel. Se precisamos mesmo de ter a folha de papel, não vai funcionar. Alguém vai ter de imprimir. E não vou ser eu, ok?

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Negócios de sucesso

Loja de banhos e tosquias de cães.




Em qualquer lado, sejam caras ou baratas (nunca são muito baratas mas pronto). Para onde quer que ligue para marcar um banho para a minha cadela está sempre tudo cheio. Para o próprio dia, para o dia seguinte, para daí a dois dias. É sempre preciso esperar pelo menos três dias para ter uma vaga. E já falei com amigos meus que se aperceberam do mesmo problema. Por isso, julgo que seja um negócio a prosperar.
(e sim, podia perfeitamente dar banho em casa, como já dei várias vezes, mas ela larga tanto pêlo, e tão grosso, que prefiro pagar do que entupir os meus ralos)

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Era um sonho só

Eu sou (era?) uma idealista. Achava que as pessoas da minha geração quando fossem adultas não iam acreditar em mezinhas mas vai-se a ver conheço imensa gente que faz reiki. Achava que quando crescessem não iam ligar às coisas da igreja mas continuam a baptizar os filhos e a casar pela igreja. Achava que não iam discriminar mas continuo a ver imensa gente a falar mal de gays. Achava que quando fossem adultas o machismo ia acabar mas continuo a ver comentários na internet tão ignorantes e parvos. Eu achava mesmo que quando todos crescêssemos íamos ser diferentes dos nossos pais e dos nossos avós e o mundo ia ser um lugar diferente e melhor, talvez. Agora que sou adulta e olho à minha volta vejo que está (quase) tudo igual. E provavelmente estará com as gerações seguintes. Não vale a pena acharmos que vão ser mais modernos. Era tudo da minha cabeça. Não é assim tão fácil mudar um povo.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Meme da semana


(eventualmente já terei posto aqui este meme mas não encontro e quero pôr de novo, no seguimento do post de não gostar de falar)

Fazer sozinha ou não fazer


Como já poderão ter percebido, sou uma pessoa um bocado impaciente. Portanto quando me apetece alguma coisa, não gosto de ficar à espera que outras pessoas tenham disponibilidade para o fazer. Há sempre algum problema, algum imprevisto, falta de disponibilidade, etc., que vão atrasar a situaçao em questão e eu vou ficar ansiosa à espera que finalmente se resolva alguma coisa. Então habituei-me a fazer as coisas que quero sozinha. Quero ir comer brunch no fim de semana e ninguém pode? Vou sozinha. Quero ir fazer uma caminhada no monte e ninguém está para isso? Inscrevo-me num trail e vou sozinha. Quero ir para fora no fim-de-semana mas ninguém está disponível? Vou sozinha. Tanta coisa que eu faço sozinha e que não me importo nada. Aliás, muitas coisas prefiro mesmo fazer sozinha. É muito mais fácil ir às compras sozinha, ir à baixa sozinha, ir a uma massagem sozinha. Desenrasco-me mais rápido e ninguém me chateia. Outras claro que seria bom ter companhia para partilhar, mas, à falta dela, não vou ficar à espera para sempre. É mais fixe ir caminhar no monte com alguém? É, claro. Mas se não tiver ninguém, levo phones e ouço música. E claro que também há coisas que não consigo fazer sozinha. Por exemplo ir a Marrocos. Sempre que o F. está fora em trabalho, aproveito para ir a sítios que ele não quer muito ir. Assim eu fico contente e ele não tem de ir fazer o frete por minha causa. Mas Marrocos é um sítio que não dá. Não iria para Marrocos sozinha. Provavelmente nem com uma amiga só. Com várias, sim, com uma só não. Lembro-me logo daquelas duas turistas que foram degoladas há uns meses. Até poderia não me acontecer nada, mas só o stress que isso me provocaria não ia compensar ir lá. Mas fora estas pequenas excepções, aprendi que é melhor não contar com ninguém para fazer as coisas que realmente quero fazer. Senão poderei nunca as fazer.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Eu


Eu sempre fui anti-social. Ou individualista. Ou egoísta, até. O que preferirem. O certo é que não gosto muito de grupos, actividades de grupo, jantares de grupo, situações em que tenha de conviver com grandes grupos. Para além da situação dos grupos, também não gosto muito de pessoas, prefiro sempre pouca gente ou até estar sozinha. Não me entendam mal, eu sou até bastante simpática para toda a gente, mas é por educação. Gostar mesmo é de poucas pessoas. Eu consigo até estar num grupo e falar com toda a gente, fazer piadas, participar na conversa super animada, mas sinto que gasto imensa energia para isso. Ser simpática e conviver suga a minha energia toda, exige um esforço grande de mim. Eu trabalho numa empresa com cerca de 300 pessoas e falar sem esforço acontece com 5 ou 6. Falo com mais algumas mas é por simpatia, porque trabalhamos no mesmo departamento, estamos no mesmo espaço, etc. O meu trabalho ideal seria um em que não tivesse de conviver com ninguém, não tivesse de dizer bom dia, não tivesse de fazer small talk com ninguém, e que pudesse fazer tudo por email. Alguém conhece?

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Haters gonna love

Sabem aquelas pessoas chatas que estão sempre a reclamar de coisas, no trabalho, em casa, no carro, nos serviços que usam, na vida? E a enviar sugestões e reclamações para a Câmara, para os supermercados, para os shoppings, para as lojas, para todo lado? E a fazer pedidos especiais nos restaurantes e nos cafés? Sou eu.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Pontos de vista

Os ricos têm dívidas de milhares ou até milhões de euros e ninguém se preocupa, nem nada lhes acontece. Até porque quando se vai a ver, afinal têm só um apartamento muito modesto em seu nome, coitados. Os pobres que têm dívidas de centenas de euros são uns caloteiros e penhoram-lhes os bens todos que têm, que naturalmente estão em seu nome e não em nomes de familiares para não serem apanhados. Há que saber fazer as coisas, portanto. Sejam pobres, mas sejam espertos.