quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Fuck this shit!
Resumo dos últimos dias: não quero saber do Halloween, nem sequer é uma festa portuguesa. Mas mesmo assim, pior Halloween de sempre, doente e debilitada. Terça-feira foi um dia para esquecer, tudo a correr mal. Ontem dormir o dia todo para esquecer. Acabou, finalmente.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Dúvidas
Dúvida (honesta) da semana: estou sempre a deparar-me com publicidade a um aparelho de cozinha chamado Borner. E já vi menções a ele em blogs ou fóruns ou em outros sítios na internet. O que é isso afinal? É só um cortador de legumes? Porque é que é tão conhecido e melhor do que um cortador de legumes da loja do chinês? Qual é a loucura à volta do Borner? Juro que não entendo.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Engenharia I
Uma das coisas mais fascinantes do mundo da engenharia para mim é o Maglev. É um comboio mágico. Eu sei que aquilo é ciência mas, caramba, um comboio que levita nos carris? Isso só pode ser magia!
Personal shopper
Vejo moças que usam sempre roupas de marca, caras, de boa qualidade, mas que depois parecem umas pobres coitadas porque as roupas não lhes assentam bem. Muito largas nuns sítios, demasiado justas noutros, roupas que não favorecem o seu tipo de corpo... Penso sempre que eu, uma nulidade em moda, podia dar bons conselhos a essa gente. Conselhos tipo ‘não compres isso que te fica mal’.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Fail
Tinha as unhas das mãos compridas, não tinha previsão de ter tempo (e peciência) brevemente de as cortar, então decidi muito excepcionalmente ir fazer manicure num cabeleireiro, à hora de almoço. Não sei se já falei sobre isso aqui, mas é uma coisa que não faço fora porque poucos são os sítios que fazem tudo tão bem feito que eu ache que vale a pena pagar para isso. Sou muito perfeccionista, por isso basta ficar uma coisinha mal que acho logo que foi deitar dinheiro fora, porque eu teria feito melhor em casa. Até hoje houve apenas dois sítios onde gostei mesmo e ficou tudo exactamente como eu queria.
Como já poderão ter assumido, e bem, o sítio onde fui hoje de facto não foi um desses. A senhora era muito simpática, simpática demais até, porque não parou de falar um segundo e eu já estava farta de tanta conversa fiada e de ter de fazer sorriso amarelo. Eu pedi as unhas bem curtas, e ela insistia que não ficavam bem, que não gostava de unhas muito curtas. Pois, mas eu é que estava a arranjar as unhas e eu é que ia pagar, por isso acho que têm de ficar como eu quero e não como ela quer, não?
Logo aí percebi que não ia acabar bem. Depois sugeriu pô-las quadradas e arredondadas nos lados. Eu disse que não gostava quadradas, queria redondas. Acabei por sair de lá com elas quadradas, claro, como ela gosta. Não tirou as cutículas, fingiu que não existiam. E com cutículas, claro que ia ficar tudo mal pintado. Verniz por cima das cutículas numas unhas, noutras não, verniz por fora, uma cagada. Cheguei ao trabalho e ainda estive a limar umas unhas que ainda estavam a arranhar, logo também não ficaram bem limadas. Resumindo, não houve nada que eu tivesse gostado, saiu tudo ao contrário.
Agora quero chegar a casa, tirar este verniz todo, voltar a cortar as unhas, arredondá-las e pôr tudo ao meu gosto. E nunca voltar lá, naturalmente. E lembrar-me nos próximos anos desta experiência para não abrir mais excepções que calham mal.
Os conselhos que vos dou
Se calhar toda a gente já sabe menos eu, mas se gostam de Água das Pedras não bebam Água Carvalhelhos para substituir. Geez, que aquilo não sabe nada bem!
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Viver no passado
Às vezes tenho a noção que vivo no passado. Só ouço bandas que conheço há muitos anos, são poucas as bandas que gosto que descobri mais recentemente. Em relação a livros nem se fala, poucos são os livros com menos de 100 anos que eu leio, exceptuando Saramago e mais um punhado deles, mas isso é um problema que eu já detectei quando estava na faculdade. Dou por mim às vezes a pensar aquelas parvoíces tipo 'no meu tempo...'. Please, o meu tempo é enquanto eu estou viva, nem que tenha 70 anos, é o meu tempo. Mas lembro-me tão bem de coisas que ja se passaram há 15 ou 20 anos e parece que foram há tão pouco tempo e nem dei pelo tempo passar. Ou lembro-me de produtos ou objectos que se usavam há uns anos e fico assim nostálgica. Para além de eu ser super resistente à mudança tecnológica e só aderir às coisas quando estão praticamente obsoletas, como já disse aqui várias vezes. Será que sou um velho do Restelo?
Tenho um grupo de amigos que, sempre que estamos juntos, falam do secundário e de coisas que aconteceram nessa altura. Eu também achei tudo muito fixe, mas mais importante do que estarmos sempre a reviver os mesmos bons momentos é fazer novos bons momentos. Eu sei que antes eramos mais novos, mais giros, mais magros, mais cool, tínhamos mais tempo. Mas hoje em dia até temos mais dinheiro para fazer as coisas que queremos porque trabalhamos, e temos um carro para ir passear que antes não tínhamos, e somos autónomos e não precisamos do consentimento dos nossos pais, e podemos ir viajar mais facilmente e há mais oferta de voos, hotéis, restaurantes, concertos, experiências, tudo e mais alguma coisa, e até estamos sóbrios mais tempo para podermos lembrarmo-nos melhor das coisas que fazemos! Temos de construir novas memórias para daqui a uns anos dizermos 'ui, quando eu tinha 30 anos é que era!'.
Tenho um grupo de amigos que, sempre que estamos juntos, falam do secundário e de coisas que aconteceram nessa altura. Eu também achei tudo muito fixe, mas mais importante do que estarmos sempre a reviver os mesmos bons momentos é fazer novos bons momentos. Eu sei que antes eramos mais novos, mais giros, mais magros, mais cool, tínhamos mais tempo. Mas hoje em dia até temos mais dinheiro para fazer as coisas que queremos porque trabalhamos, e temos um carro para ir passear que antes não tínhamos, e somos autónomos e não precisamos do consentimento dos nossos pais, e podemos ir viajar mais facilmente e há mais oferta de voos, hotéis, restaurantes, concertos, experiências, tudo e mais alguma coisa, e até estamos sóbrios mais tempo para podermos lembrarmo-nos melhor das coisas que fazemos! Temos de construir novas memórias para daqui a uns anos dizermos 'ui, quando eu tinha 30 anos é que era!'.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Dúvidas
Dúvida da semana: os ricos gostam de ténis porque são ricos ou são ricos porque gostam de ténis? Não que o ténis faça as pessoas ficarem ricas, naturalmente, mas será que quem gosta de ténis já tem aquele jeito natural para coisas de rico e, eventualmente, fica rico durante a sua vida? Ou a partir do momento em que enriquecem desenvolvem um gosto por desportos de rico, tipo o ténis? É que é muito raro eu ver algum pobre a jogar ténis, mas nem sequer tenho a ideia de ser um desporto assim tão caro. Não é só comprar a raquete e ir para um ginásio que tenha um court?
Modernices
Quem tem carros com 6 velocidades deve saber a chatice que são. Basicamente anda-se sempre a mudar de velocidade, não se faz mais nada. Para cima e para a baixo. Aquela luzinha das velocidades está sempre a acender, um gajo já não pode ir na sua vida em quarta ou quinta um bocado, a luz sempre acesa, sempre acesa, a mandar-nos aumentar ou reduzir. É isso e as reduções de duas ou três de uma vez. No início, passava de sexta para quinta, de quinta para quarta, quarta não é suficiente, mete terceira. Agora é logo de sexta para terceira está feito. Que canseira! Por favor, senhores engenheiros, nada de inventarem caixas manuais de 7 velocidades daqui a uns anos. Mais do que 6, só automáticas.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Designers de andar por casa
Sabem aqueles blocos de magnéticos de pendurar no frigorífico? Tenho a dizer que claramente os designers desses blocos magnéticos nunca os usaram. Os que comprei até hoje foram sempre um fail. O íman atrás está normalmente mal posicionado e as folhas acabam por fazer muito peso e o bloco todo descai e fica assim pendurado, todo pendurado. Pfffffff.
Gostos não se discutem
As coisas de que eu gosto.
Casacos. Quentinhos, especialmente. (e apesar de ter imensos, já andei a ver as lojas e que perdição!)
Casacos. Quentinhos, especialmente. (e apesar de ter imensos, já andei a ver as lojas e que perdição!)
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Parvoíces e similares
Tem sido uma semana difícil, tanto em termos de trabalho como em termos de situações que me irritam, por isso nem tenho tido muito tempo nem motivação para vir aqui escrever.
Hoje já estou um bocadinho mais à vontade em termos de tempo e vou aproveitar para deixar aqui uma série de queixas e de parvoíces que tenho vindo a pensar e que preciso deitar para fora, para poder avançar bem disposta para o fim de semana.
-vou começar pelo início, ainda o assunto incêndios que agora já acalmou. Li um post de alguém no twitter que dizia que deixaram um bilhete nos bombeiros de qualquer localidade que agora não recordo e que dizia ‘gostaram? A próxima é a serra’. Não sei se é verdade ou não, prefiro nem investigar o assunto, mas comecei a sonhar com snipers escondidos em sítios, a controlar os matos com binóculos e aqueles aparelhos de detecção do calor e que quando um incendiário ia atear um fogo, no momento exactamente antes de acender o isqueiro ou o que quer se seja que usam para começar o fogo, levam um tiro certeiro na cabeça e morrem. A parte melhor vem agora: isto não aparecia nas notícias nunca, que era para os outros incendiários pensarem que estavam seguros e continuarem todos a atear incêndios, até terem morrido todos e não sobrar nem um para contar a história. Eu sei, tenho uma imaginação muito fértil.
-se aquela teoria de haver uma rede terrorista é mesmo verdade, então tenho de lhes dar os parabéns, porque são mesmo espertos. Fizeram a escolha acertada do país. Se tivessem ido para qualquer outro país, os incêndios eram combatidos com melhores meios e dificilmente chegavam ao ponto que chegou aqui, as autoridades investigavam, os autores eram presos e nao iam longe. Vieram para um país onde se apaga o fogo como se pode, e onde nem podemos contar com os bombeiros, nas palavras de um idiota qualquer, onde não se investiga nada, onde mesmo que se apanhe algum incendiário por alguma razão do destino não lhe vai acontecer nada, vai para casa com termos de identidade e residência. Por isso, acho que só temos de ficar contentes por termos pessoas espertas no país, ainda que usem a esperteza para o mal.
-e para terminar isto dos incêndios, também li uma notícia que dizia que o Estado ajuda à Europa e que ninguém respondeu. Pudera, eu fazia o mesmo. Um amigo pede-vos o carro emprestado porque o dele está avariado. Vocês emprestam. Na semana seguinte, volta a pedir e vocês emprestam. Até que percebem que ele vos pede o carro todos os dias porque só não quer arranjar o dele e gastar dinheiro. Vocês aí deixam de emprestar, não é?
-leitores do Porto, alguém sabe qual é a situação do trânsito? A situação que de cerca de há 2 ou 3 semanas para cá se tornou impossível andar de carro no Porto, de manhã e ao final do dia. Sempre houve trânsito sim, mas havia horas piores e horas melhores. Agora se sair às 7h30 de casa está tudo parado. Às 8h igual, às 8h30, às 9h, às 9h30 igual e por aí fora. Nunca demoro menos de 45 minutos a chegar ao trabalho de manhã quando antes demorava cerca de 25 min. À tarde é o caos total, em todo o lado, tenho demorado 1h, em dias piores 1h15, quando antes fazia o percuso em meia hora. Não acredito na teoria da chuva porque isto acontece mesmo em dias sem ela. Ando a ficar tola com isto mas também não encontro alternativa que não seja alugar uma casa em frente ao trabalho ou comprar uma mota.
-para terminar a lista de queixas, e aquela notícia do dinheiro que foi angariado pela CGD para as vítimas de Pedrogão Grande que agora parte dele (500 mil em 2,6 milhões) vão ser doados aos hospitais para comprar equipamento? Eu não sei vocês, mas SE eu tivesse dado queria que o meu dinheiro fosse mesmo para as vítimas do fogo, que ficaram sem nada, e não para o SNS que deve ser gerido pelo Estado, apesar de estarem a tratar as vítimas dos incêndios. Eu disse SE porque eu não doei nada. Já fui essa pessoa, quase todos os meses dava um donativo para alguma coisa, mas hoje em dia não dou dinheiro nenhum para caridade a instituições. Eu sei que estou errada, que algumas fazem de facto alguma coisa e se ninguém der, o que será das pessoas que são ajudadas por elas? Mas já soube de vigarices tantas vezes que estou completamente descrente. Sou capaz de dar uma moeda a um sem abrigo que está a pedir na rua. Compro a CAIS sempre que vejo à venda. Se conhecesse algum daqueles grupos que foram a Pedrogão nos seus carros distribuir coisas pessoalmente daria também. Agora dar o meu dinheiro a organismos que vão distribuir o dinheiro como bem entenderem, ou então nem sequer o vão distribuir, como esse dinheiro todo que se angariou em concertos e em chamadas telefónicas e que agora grande parte dele nem se sabe onde está? O que é isso? É tipo aquela história do Continente, por exemplo, que nos pede para arredondarmos a conta para as vítimas não sei do quê. As pessoas dão e eles depois dão o dinheiro das pessoas e provavelmente ainda conseguem deduzir o donativo no IRC (estou a espcular, mas até pode ser possível). Se eles querem mesmo ajudar que dêem o seu próprio dinheiro. Eu sei que sou muito radical nisto agora mas não consigo mais acreditar em nada.
- agora uma coisa mais positiva e bem mais divertida: vai haver uma feira alternativa no Porto, com workshops, produtos à venda, palestras, etc, e eu quero ir por isso sigo o evento no facebook. Então eu via lá posts sobre sessões Braco e ficava intrigada porque não sabia o que era isso. Imaginava algo tipo ler as mãos, ou as runas, horóscopos, ou uma cena do género. Acabei por ir procurar na internet e não vão acreditar nisto, eu fiquei completamente embasbacada: Braco é um senhor que faz sessões para olhar para as pessoas. What? Sim, supostamente as pessoas ‘olham’ para ele e ficam curadas. Ele está numa sala parado, só assim lá, sem falar, sem se mexer, sem fazer nada, só ali parado na sua vida a olhar para as pessoas e as pessoas curam doenças, cancros, mudam a sua vida instantaneamente, tornam-se melhores pessoas naquele momento, sentem uma revelação. Eu nem queria acreditar que isto é real, mas é. E pelos vistos há milhares de pessoas que acreditam nisso. Eu estava de boa aberta a ler tudo isso na internet, intercalado com ataques de riso. Melhor cena da semana.
Hoje já estou um bocadinho mais à vontade em termos de tempo e vou aproveitar para deixar aqui uma série de queixas e de parvoíces que tenho vindo a pensar e que preciso deitar para fora, para poder avançar bem disposta para o fim de semana.
-vou começar pelo início, ainda o assunto incêndios que agora já acalmou. Li um post de alguém no twitter que dizia que deixaram um bilhete nos bombeiros de qualquer localidade que agora não recordo e que dizia ‘gostaram? A próxima é a serra’. Não sei se é verdade ou não, prefiro nem investigar o assunto, mas comecei a sonhar com snipers escondidos em sítios, a controlar os matos com binóculos e aqueles aparelhos de detecção do calor e que quando um incendiário ia atear um fogo, no momento exactamente antes de acender o isqueiro ou o que quer se seja que usam para começar o fogo, levam um tiro certeiro na cabeça e morrem. A parte melhor vem agora: isto não aparecia nas notícias nunca, que era para os outros incendiários pensarem que estavam seguros e continuarem todos a atear incêndios, até terem morrido todos e não sobrar nem um para contar a história. Eu sei, tenho uma imaginação muito fértil.
-se aquela teoria de haver uma rede terrorista é mesmo verdade, então tenho de lhes dar os parabéns, porque são mesmo espertos. Fizeram a escolha acertada do país. Se tivessem ido para qualquer outro país, os incêndios eram combatidos com melhores meios e dificilmente chegavam ao ponto que chegou aqui, as autoridades investigavam, os autores eram presos e nao iam longe. Vieram para um país onde se apaga o fogo como se pode, e onde nem podemos contar com os bombeiros, nas palavras de um idiota qualquer, onde não se investiga nada, onde mesmo que se apanhe algum incendiário por alguma razão do destino não lhe vai acontecer nada, vai para casa com termos de identidade e residência. Por isso, acho que só temos de ficar contentes por termos pessoas espertas no país, ainda que usem a esperteza para o mal.
-e para terminar isto dos incêndios, também li uma notícia que dizia que o Estado ajuda à Europa e que ninguém respondeu. Pudera, eu fazia o mesmo. Um amigo pede-vos o carro emprestado porque o dele está avariado. Vocês emprestam. Na semana seguinte, volta a pedir e vocês emprestam. Até que percebem que ele vos pede o carro todos os dias porque só não quer arranjar o dele e gastar dinheiro. Vocês aí deixam de emprestar, não é?
-leitores do Porto, alguém sabe qual é a situação do trânsito? A situação que de cerca de há 2 ou 3 semanas para cá se tornou impossível andar de carro no Porto, de manhã e ao final do dia. Sempre houve trânsito sim, mas havia horas piores e horas melhores. Agora se sair às 7h30 de casa está tudo parado. Às 8h igual, às 8h30, às 9h, às 9h30 igual e por aí fora. Nunca demoro menos de 45 minutos a chegar ao trabalho de manhã quando antes demorava cerca de 25 min. À tarde é o caos total, em todo o lado, tenho demorado 1h, em dias piores 1h15, quando antes fazia o percuso em meia hora. Não acredito na teoria da chuva porque isto acontece mesmo em dias sem ela. Ando a ficar tola com isto mas também não encontro alternativa que não seja alugar uma casa em frente ao trabalho ou comprar uma mota.
-para terminar a lista de queixas, e aquela notícia do dinheiro que foi angariado pela CGD para as vítimas de Pedrogão Grande que agora parte dele (500 mil em 2,6 milhões) vão ser doados aos hospitais para comprar equipamento? Eu não sei vocês, mas SE eu tivesse dado queria que o meu dinheiro fosse mesmo para as vítimas do fogo, que ficaram sem nada, e não para o SNS que deve ser gerido pelo Estado, apesar de estarem a tratar as vítimas dos incêndios. Eu disse SE porque eu não doei nada. Já fui essa pessoa, quase todos os meses dava um donativo para alguma coisa, mas hoje em dia não dou dinheiro nenhum para caridade a instituições. Eu sei que estou errada, que algumas fazem de facto alguma coisa e se ninguém der, o que será das pessoas que são ajudadas por elas? Mas já soube de vigarices tantas vezes que estou completamente descrente. Sou capaz de dar uma moeda a um sem abrigo que está a pedir na rua. Compro a CAIS sempre que vejo à venda. Se conhecesse algum daqueles grupos que foram a Pedrogão nos seus carros distribuir coisas pessoalmente daria também. Agora dar o meu dinheiro a organismos que vão distribuir o dinheiro como bem entenderem, ou então nem sequer o vão distribuir, como esse dinheiro todo que se angariou em concertos e em chamadas telefónicas e que agora grande parte dele nem se sabe onde está? O que é isso? É tipo aquela história do Continente, por exemplo, que nos pede para arredondarmos a conta para as vítimas não sei do quê. As pessoas dão e eles depois dão o dinheiro das pessoas e provavelmente ainda conseguem deduzir o donativo no IRC (estou a espcular, mas até pode ser possível). Se eles querem mesmo ajudar que dêem o seu próprio dinheiro. Eu sei que sou muito radical nisto agora mas não consigo mais acreditar em nada.
- agora uma coisa mais positiva e bem mais divertida: vai haver uma feira alternativa no Porto, com workshops, produtos à venda, palestras, etc, e eu quero ir por isso sigo o evento no facebook. Então eu via lá posts sobre sessões Braco e ficava intrigada porque não sabia o que era isso. Imaginava algo tipo ler as mãos, ou as runas, horóscopos, ou uma cena do género. Acabei por ir procurar na internet e não vão acreditar nisto, eu fiquei completamente embasbacada: Braco é um senhor que faz sessões para olhar para as pessoas. What? Sim, supostamente as pessoas ‘olham’ para ele e ficam curadas. Ele está numa sala parado, só assim lá, sem falar, sem se mexer, sem fazer nada, só ali parado na sua vida a olhar para as pessoas e as pessoas curam doenças, cancros, mudam a sua vida instantaneamente, tornam-se melhores pessoas naquele momento, sentem uma revelação. Eu nem queria acreditar que isto é real, mas é. E pelos vistos há milhares de pessoas que acreditam nisso. Eu estava de boa aberta a ler tudo isso na internet, intercalado com ataques de riso. Melhor cena da semana.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Promessas promessas
Eu não quero ser picuinhas com isto da chuva mas onde é que está o Ophelia? Prometem-nos um furacão, com temperaturas baixas e chuva e vento e eu vejo céu limpo e sol, apesar do chão ainda húmido da pouca chuva da manhã. Os senhores do tempo pregam-nos sempre estas partidas.
Dúvidas
Dúvida da semana: porque é que aquela frase ou ditado ou lá o que era dizia ‘caracol, caracol, põe os corninhos ao sol’ se eles só saem dos seus esconderijos quando há chuva?
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Novo design
Os mais atentos vão reparar que as cores do cabeçalho estão diferentes. Não que não gostasse das outras, mas tento sempre deixar o blog o mais work friendly possível, para que tanto eu como os leitores o possam abrir no trabalho, caso desejem, sem grande alarido.
Acho que assim com menos cor está mais sóbrio, mas estou sempre aberta a outras sugestões.
PS: é só no meu pc ou também têm de fazer scroll para os lados para apanhar o blog todo?
PS2: julgo que era do meu pc ter zoom, tenho sempre zoom para ver melhor. Se puser a 100% já me parece bem, mas se estiver mal por favor avisem para arranjar.
PS3: de qualquer forma, ajustei um pouco a largura para quem, como eu, gosta de usar zoom, não ter de estar sempre a fazer scroll para os lados.
Acho que assim com menos cor está mais sóbrio, mas estou sempre aberta a outras sugestões.
PS: é só no meu pc ou também têm de fazer scroll para os lados para apanhar o blog todo?
PS2: julgo que era do meu pc ter zoom, tenho sempre zoom para ver melhor. Se puser a 100% já me parece bem, mas se estiver mal por favor avisem para arranjar.
PS3: de qualquer forma, ajustei um pouco a largura para quem, como eu, gosta de usar zoom, não ter de estar sempre a fazer scroll para os lados.
Hoje não estou a conseguir concentrar-me no trabalho. Estou a ler de forma obsessiva as notícias todas sobre os fogos, as actualizações, as declarações dos políticos, as teorias, os vídeos que as pessoas partilham, o número de vítimas mortais, todas as casas, florestas, fábricas e tudo o resto que ardeu e arde, e estou sem palavras suficientes para exprimir a minha revolta.
Não quero fazer disto um caso político de direita vs. esquerda, e sendo eu completamente anti-esquerda, a minha posição naturalmente é parcial, mas caramba, não há quem cale e afaste do poder estas pessoas que só debitam disparates em público e que são completamente incompetentes face a tragédias? Eles próprios assumem que não bastou uma tragédia (Pedrogão Grande) para aprenderem, precisam de mais tempo para ler o relatório, dizem eles completamente sem vergonha.
Eu sei que não é culpa de ninguém o tempo que faz, as condições propícias para a propagação dos incêndios, e até posso acreditar na teoria de isto ser tudo orquestrado, mas se eles próprios acham isso, não era de estarem mais bem preparados?
Não há memória de um ano como este. Tivemos dezenas de mortos no fogo de Pedrogrão Grande há uns meses e ontem outra tragédia, menos vítimas mortais para já, mas em extensão e danos provavelmente muito pior e eu só consigo pensar 'e se fosse eu?' e não consigo sequer imaginar a aflição, a revolta, a frustração, o medo. Aquele mapa de Portugal com os pinos vermelhos a assinalar os fogos activos provoca-me arrepios.
Nem se pode esperar que isto tudo sirva de lição porque, como já vimos, não serve. Assim sendo, e se fosse um partido de direita nestas condições seria absolutamente igual, espero que os 'políticos' e restantes boys incompetentes no poder tenham uma réstia de vergonha na cara e se demitam (ou os demitam, não interessa muito, desde que vão embora) para dar lugar a pessoas mais capazes. Não interessa o partido, é só preciso serem mais capazes.
Não quero fazer disto um caso político de direita vs. esquerda, e sendo eu completamente anti-esquerda, a minha posição naturalmente é parcial, mas caramba, não há quem cale e afaste do poder estas pessoas que só debitam disparates em público e que são completamente incompetentes face a tragédias? Eles próprios assumem que não bastou uma tragédia (Pedrogão Grande) para aprenderem, precisam de mais tempo para ler o relatório, dizem eles completamente sem vergonha.
Eu sei que não é culpa de ninguém o tempo que faz, as condições propícias para a propagação dos incêndios, e até posso acreditar na teoria de isto ser tudo orquestrado, mas se eles próprios acham isso, não era de estarem mais bem preparados?
Não há memória de um ano como este. Tivemos dezenas de mortos no fogo de Pedrogrão Grande há uns meses e ontem outra tragédia, menos vítimas mortais para já, mas em extensão e danos provavelmente muito pior e eu só consigo pensar 'e se fosse eu?' e não consigo sequer imaginar a aflição, a revolta, a frustração, o medo. Aquele mapa de Portugal com os pinos vermelhos a assinalar os fogos activos provoca-me arrepios.
Nem se pode esperar que isto tudo sirva de lição porque, como já vimos, não serve. Assim sendo, e se fosse um partido de direita nestas condições seria absolutamente igual, espero que os 'políticos' e restantes boys incompetentes no poder tenham uma réstia de vergonha na cara e se demitam (ou os demitam, não interessa muito, desde que vão embora) para dar lugar a pessoas mais capazes. Não interessa o partido, é só preciso serem mais capazes.
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