quarta-feira, 8 de março de 2017

#847

Dia da Mulher. Não quero ser do contra, mas isto serve mesmo para quê? Para as mulheres ficarem todas contentes por serem mulheres? Não deviam sentir isso todos os dias? Para nos inferiorizar num mundo de homens? Enquanto for preciso um dia da mulher, é porque não serve de nada haver um dia da mulher. É um paradoxo, eu sei, mas é verdade.

#846

Sou um bocado obcecada com a renovação do ar. Casa, carro, escritório, gosto sempre de sentir que estou a respirar ar renovado. No escritório, é uma luta perdida, com as pessoas a preferirem respirar ar de há 4 dias em vez de abrir uma janela. O AC tem estado ligado mas continuo com a sensação de que o ar que sai de lá é um bocado manhoso, mas isso já pode ser impressão minha. No carro, excepto em auto-estrada, gosto de andar com um frincha aberta, pelo menos. Normalmente do lado do passageiro, para não me fazer tanto frio mas entrar ar na mesma. Se não for possível, ligo sempre o AC para ter ar a circular. Em casa é um absurdo. Saio de manhã e tenho de deixar as janelas abertas em todas as divisões. Não consigo chegar a casa ao final do dia e sentir que a casa não arejou. O problema é que eu chego a casa tarde e quando chego já está frio. Tenho ligado os aquecedores de novo, agora que o frio voltou, mas a casa demora a aquecer. E depois tenho de vestir montes de roupa enquanto não me sinto confortável. Mas antes isso do que a casa não arejar.

terça-feira, 7 de março de 2017

#845


#844

Recentemente alguém criou no facebook um grupo da escola secundária onde andei. Rapidamente centenas, milhares de pessoas se juntaram ao grupo e aquilo passou a ser a sensação do momento. Toda a gente ia lá comentar, pôr fotos de quando eram crianças e adolescentes, dezenas de posts a perguntarem por colegas e professores esquecidos, até chegar ao auge de quererem combinar um encontro com toda a gente. Eu ria-me sozinha com aquilo tudo e imaginava na minha cabeça um daqueles encontros decadentes, como vimos nos filmes, as pessoas todas velhas e gordas, a recordarem velhos tempos, e a tentarem esconder a realidade dos tempos modernos, cheios de inveja do colega bem sucedido na vida e a dourarem a sua própria vida para parecerem melhores do que o que são. Entretanto perdi um bocado o fio à meada desde que desliguei as notificações, era impossível estar a receber notificações de 5 em 5 minutos, mesmo que não visse, chateia, e acabei até por fazer unfollow e deixei de saber as novidades. Lembrei-me que esse grupo existia há uns dias e fui lá espreitar. Aquilo tornou-se num espaço decadente, onde pelos vistos já ninguém fala da tão aguardada reunião, houve alguma chatice, não percebi bem o quê, algumas pessoas saíram, e agora há só pessoas a partilharem músicas, como se as restantes pessoas não tivessem acesso ao youtube para irem elas próprias escolher e ouvir as músicas que desejam. Parece-me que o grupo está perto do fim. Este post podia ter sido entitulado 'Uma história de ascensão e queda', mas isto lembra-me demasiado os nazis. As pessoas já deviam ter percebido que essas coisas nunca dão em nada. Se nós realmente gostássemos tanto das pessoas com quem andámos na escola, não teríamos deixado de falar com elas. Excepto raras excepções, se perdemos o contacto, é porque não estávamos interessados em ser amigos. Dificilmente me vão apanhar em algum evento do género. Isso é sempre super desconfortável, porque já nem sequer temos confiança com as pessoas, visto estarmos tantos anos ssem nos vermos ou falarmos. Eu não caio nessa.

segunda-feira, 6 de março de 2017

#843

Não gosto de Nutella. Não é bem uma questão de não gostar, mas não sou fã. Nem sequer alguma vez comprei isso. Se for a algum brunch, por exemplo, e tiver lá, sou capaz de comer, mas não morro de amores. Já me podem odiar agora.

#842

Pergunta da semana: há alguma regra que diga que quando as pessoas vão a restaurantes de chefs famosos, o Cantinho do Avillez por exemplo, têm de pôr fotografias nas redes sociais? Será que é aquela velha máxima de que se não está na internet é porque nunca aconteceu?

sexta-feira, 3 de março de 2017

#841

E para terminar, pegando também no assunto dos comprimidos que falei ontem, por coincidência (ou não. Não há coincidências.) vi ontem uma notícia partilhada que dizia 'um comprimido não resolve problemas. Um comprimido abre uma janela temporária para que a pessoa os possa resolver.' Mas uma janela temporária parece-me óptimo. Vou ao médico e vou dizer isso mesmo 'boa tarde, eu preciso de uma janela temporária, por isso receite-me aí qualquer coisa'.

#840

E falando em conceitos novos, também se podia implementar o conceito íman de merda, de que falei recentemente. São pessoas que, como eu nos últimos tempos, só atraem merda para a sua vida. Doenças, acidentes, incidentes, coisas que não resultam, planos que não se concretizam, coisas que se estragam, the whole bunch.  A minha saga como íman de merda continua, já tive hoje o primeiro sinal de que isto não vai parar por aqui quando comecei a sangrar do nariz numa reunião, sem motivo aparente. Às tantas devia fazer uma reza ou um desses rituais pagãos para ver se isto acaba. Com as coisas que tenho planeadas para hoje e para o fim de semana, julgo que vai haver muito pano para mangas.
Se o conceito pegar, gostava pelo menos de ser lembrada não como a pessoa que inventou o conceito, porque não sei se alguém já se lembrou disto antes de mim, mas pelo menos como a pessoa que deu uma identidade ao conceito.


PS: pouco tempo depois de escrever este post fui almoçar e entornei um copo de água todo por cima de mim. Molhei a roupa toda e tive de ir a casa trocar. Só para verem o nível em que a situação está.

#839

Toda a gente conhece o conceito de casual friday. São as sextas-feiras em que as pessoas vão trabalhar vestidas de forma mais casual. O que as pessoas não conhecem são as super casual fridays. Neste novo conceito, as pessoas podem basicamente vir trabalhar como querem. Podem incluir-se chinelos, hoodies da faculdade onde andaram com prints manhosos, mantas, tudo o que se lembrarem basicamente. Não é um conceito que esteja implementado de forma oficial, mas de forma casual, lá está. O casual aplica-se em todos os aspectos, de forma muito acentuada.

quinta-feira, 2 de março de 2017

#838


#837

Muitos adultos tomam calmantes. E não só, calmantes, anti-depressivos, vitaminas, comprimidos para tudo. Comprimidos para acordar, comprimidos para terem energia, comprimidos para dormir, comprimidos para estarem felizes, há para todos os gostos e necessidades. Eu tomo comprimidos quando preciso, mas por questões de doença física apenas. Quando me dói a cabeça, quando estou com gripe, por causa das minhas alergias e asma, quando me doem os músculos. Mas raramente tomo comprimidos para coisas 'menores', como eu às vezes penso que essas são. Mas não são. Dormir não é uma coisa menor. Ter energia não é uma coisa menor. Estar feliz não é, de todo, uma coisa menor. Tenho de deixar de ter medo disso e tomar comprimidos, como as outras pessoas todas. Se elas podem, eu não posso porquê? Esta semana, e ontem e hoje especialmente, precisava mesmo de uns calmantes e uns anti-depressivos. Tudo me corre mal, problema atrás de problema, imensas coisas para tratar, parece que sou um íman de merda. Às vezes sinto que estou assim no limite, mas durmo um bocado ou choro um bocado e passa, e arranjo energia para continuar. Mas se calhar devia parar com isso e arranjar comprimidos. Estou nervosa? Tomo um calmante. Estou triste? Um anti-depressivo. Não tenho energia para vir trabalhar? Tomo umas vitaminas. Parece que toda a gente tem a cura para tudo e eu, burra, ando aqui com o meu mundo às costas sem necessidade.

quarta-feira, 1 de março de 2017

#836

A maior parte das vezes almoço sozinha. E não me importo. Até já fui jantar sozinha, por isso almoçar é muito mais fácil. Noutro dia, no restaurante onde costumo ir almoçar, eu e mais muitas outras pessoas do meu trabalho, chegou uma rapariga que trabalha na minha empresa. E sentou-se na mesa de outro rapaz que também trabalha na minha empresa, que já estava a almoçar, sozinho. Devem conhecer-se, mas apenas de vista ou pouco mais, porque eles ficaram o almoço todo em silêncio. Ela sentou-se, e ficaram os dois em silêncio, a comer, sempre em silêncio. Eu, que estava sentada numa mesa ao lado, até me estava a sentir desconfortável com aquela situação, por eles. Passado um bocado ele acabou de comer e teve a atitude correcta que foi ir-se embora e terminar com aquele sofrimento. Mas foram uns 15 ou 20 minutos muito estranhos. E eu pergunto-me: valerá a pena passar por isso só para não estarmos sozinhos? Eu almoço sozinha e nunca me senti desconfortável. Posso pelo menos passar em revista as redes sociais, o email, os blogs, tudo com calma. Mais vale isso do que termos minutos estranhos de silêncio ou então aquela situação de tentarmos meter conversa com quem não conhecemos e com quem não temos nenhum tema em comum. Aqui realmente aplica-se o cliché 'mais vale só do que mal acompanhado'.

#835

Nota mental: nunca mais aguardar ansiosamente por feriados. Chego ao trabalho e é o fim do mundo, basicamente tenho de trabalhar dois dias num só. Para além de que a maior parte das vezes nunca faço nada de especial no feriado. Ontem, por exemplo, nenhum dos meus planos se concretizou (fazer um trail, ir ao cinema, fazer uma aula de yoga) e acabei por ficar em casa o dia todo a ver séries (pelo menos despachei a season 4 do Sherlock), por isso mais valia ter vindo trabalhar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

#834

Hoje vou falar de Óscares. Claro.
Ai o La La Land, grande favorito, só ganhou 6 dos 14 Óscares a que estava nomeado, e desses só dois é que eram mais importantes? Buh uh.
Mais a barraca que já li que foi a entrega do Óscar de melhor filme. Tenho mesmo de ver esse momento. Grande flop.
Ainda não tive tempo para ir ver os vestidos, vou ver isso mais tarde.
E é só isto que tenho até agora, não tive tempo para ver mais pormenores, mas não podia deixar de dizer qualquer coisa, para estar a par com os grandes blogs da actualidade.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

#833

Nota mental: quando, nos restaurantes, eu pedir SevenUp e perguntarem se pode ser Snappy, pedir antes outra coisa. Aquilo sabe mal.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

#832

Gosto muito de ir à Decathlon. Não sou uma desportista, como devem calcular, mas tenho alguma roupa e equipamento desportivos, para fazer caminhadas especialmente. E quase tudo o que eu preciso tem lá na Decathlon, e a preços muito simpáticos. Ainda há pouco tempo comprei um casaco de corrida, muito fixe, por 10 euros. Também têm aquelas camisolas polares muito quentinhas e confortáveis que eu gosto de usar em casa e ter uma de cada cor, a preços super baixos. Vi ontem uma dessas camisolas polares por 3,5 euros, super quentinha, e é um modelo novo super giro. Têm sempre promoções e preços baixos e boa qualidade, para o uso que dou aos produtos. Por isso normalmente saio stisfeita de lá e com aquela sensação de que fiz bons negócios. Por outro lado, sempre que vou à Sport Zone, fico sempre com a sensação de que é tudo muito overpriced. Eu sei que eles vendem marcas e que por isso também é tudo mais caro, mas eu não sou profissional e por isso não preciso de produtos caros. Mesmo nos saldos, nunca encontrei lá nada que valesse muito a pena.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

#831

E vai começar o inferno no meu local de trabalho. Hoje, que estão cerca de 21º lá fora, já não se consegue estar cá dentro. Super quente, super abafado. Que Deus me ajude a ultrapassar este Verão. Se eu deixar de vir aqui escrever, já sabem o que aconteceu, morri de hipertermia.

#830

Função pública: Governo corta subsídio para lavagem de carros


Para mim, a novidade é eles terem um subsídio para lavagem de carros e não que vão acabar com ele. Caramba, com 43 euros por mês para limpar carros, deviam andar sempre a brilhar. Segundo uma notícia, José Abraão, dirigente da FESAP considera a decisão "inaceitável". Claro, os motoristas já devem estar a planear uma greve para breve. Aguardemos.

#829

Ora então hoje há futebol, não é? Óptimo, porque até tenho de passar no Ikea e na Decathlon e assim não há filas. Por acaso hoje até entrei mais cedo por causa de uma reunião e também vou sair mais cedo, e assim tenho o final da tarde todo para procurar calmamente o que quero nas lojas. A má notícia é que o jogo é no Dragão por isso tenho de calcular bem as horas a que vou para casa para não apanhar muito trânsito.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

#828

Nunca pensem sequer em ser clientes da Prosegur. Sabem aquelas histórias dos operadores de televisão e telefone, em que as pessoas querem cancelar e é um filme? Pois a Prosegur é bem pior. Primeiro, porque o número de contacto deles é desses 707 de valor acrecentado e qualquer contacto com eles custa os olhos da cara. Segundo, porque o serviço deles é reles. Reles porque enviamos emails e ninguém responde no mês seguinte. Eu mudei a conta do débito directo e demoraram quatro meses a fazer a mudança. Quatro meses para mudar um simples débito directo! Para além disso, aquilo basicamente é uma sirene, que podemos comprar em qualquer chinês, eles não fazem nada se tocar, só ligam e perguntam se está tudo bem e se queremos que liguem para a polícia, o que nós também podemos fazer. A instalação do equipamento é cara, é o preço de um qualquer sistema de alarme que podem comprar em qualquer sítio, mas que tem a agravante de ter mensalidade e mais ainda quando o contrato acaba não é vosso, eles vão buscar o equipamento de volta. E por último, é o filme do costume vezes cinco para cancelar o contrato. É tudo muito simples quando ligamos a perguntar o que temos de fazer, é só enviar um email, mas depois é só problemas e faltam sempre coisas e ligam milhares de vezes a perguntar as razões do cancelamento e põem imensos obstáculos e andamos nisto para sempre e enquanto isso vamos sempre pagando. E eu ainda não consegui cancelar. Nunca caiam no erro de instalar um serviço deles. Se querem um alarme, mais vale comprarem os detectores vocês próprios e instalarem. Fica muito mais barato, não têm metade das chatices e o serviço com que ficam é basicamente o mesmo. Parece que sou o Fausto e vendi a minha alma ao diabo e agora ele vem reclamá-la, e não há como escapar. Não há onde me esconder, nem nada a fazer, vou ter de ficar com esse serviço que não quero para sempre, a pagar 30 e tal euros por mês, para sempre. NUNCA mas NUNCA mesmo sejam clientes da Prosegur. Se com este post eu conseguir impedir uma pessoa só que seja de cair nesse erro, já valeu a pena.