quarta-feira, 10 de maio de 2017

#905

Ontem dei por mim a passar pelos carros e a achá-los todos muito pequenos, mesmo carros maiores tipo Mercedes e BMW. Para quem vem dos US, onde só se vêem carros gigantes, pick-ups (ainda não percebi qual é a cena deles com as pick-ups, mas na cidade onde estive eram quase 50% do parque automóvel) e carrinhas enormes, os carros portugueses parecem de brincar. Aliás, tudo lá é grande: os carros, as estradas, as doses de comida, as embalagens de coisas nos supermercados, tudo.

#904


#903

Em conversa com uma amiga, referi que nunca tinha ido a uma casa de banho de um avião e ela ficou muito surpreendida. Não acho nada de especial. Vou sempre antes de entrar e tento suportar até ir embora. Em viagens grandes é mais difícil, mas tenho conseguido. Confesso que estive quase a ir na viagem de regresso, que durou mais de 11 horas, as últimas 2 horas já estava bastante aflita, mas consegui aguentar até ao aeroporto. Ainda por cima um voo de 11 horas, com quase 300 pessoas, no final da viagem... digamos que não devia ser uma experiência muito agradável ir àquela casa de banho nessa altura. Agora poso dizer-lhe que fiz mais 5 voos e que mais uma vez não usei a casa de banho do avião. Yeah!

terça-feira, 9 de maio de 2017

#902

O puxe e o empurre nas portas são sempre tão difíceis. Mesmo em inglês, nunca sei o sentido correcto. E estou ali a forçar a empurrar quando bastava puxar. E não sou só eu, por isso não era mais fácil usar antes umas setas para as pessoas saberem o que fazer com as portas e perceberem facilmente o sentido da abertura?

#901

Não costumo dormir muito em aviões, só adormecer levemente e durante pouco tempo, mas odeio que isso aconteça porque não quero perder nada grátis. Numa das vezes acordei quando tinham acabado de distribuir o jantar e como vi as pessoas a comerem, consegui pedir logo para me trazerem. Mas se acordasse meia hora depois nem sabia que tinha havido jantar e ficava sem nada. Devia haver um botão para escolhermos que queríamos ser acordados quando passassem a distribuir comida.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

#900

Na mesma linha, também não fui viajar porque não pus nenhuma foto nem fiz nenhum comentário acerca disso no facebook. Semana passada era um fartote com toda a gente a mostrar onde tinha estado no fim de semana prolongado. Só o que está no facebook é que é verdade. As redes sociais são muito engraçadas.

#899

Antes disso, gostava de assumir aqui publicamente que pelos vistos não gosto da minha mãe porque não fiz nenhum post no facebook a dizer que gosto muito dela. Acho que isso é uma prova irrefutável de que não tenho sentimentos, não é?

#898

Voltei. Estive a viajar por isso perdoem-me os próximos posts sobre isso, já se sabe como é que é.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

#897


#896

Se vocês tivessem um negócio que dependesse de terem clientes e de os clientes estarem satisfeitos, o que preferiam? A) que um cliente que não estivesse satisfeito reclamasse com o serviço e que tivessem a oportunidade de corrigir o que eventualmente fizeram mal ou explicar porque o fizeram e que o cliente compreendesse e voltasse a usufruir dos vossos serviços ou B) que o cliente não dissesse nada e se fosse embora insatisfeito com o vosso serviço e nunca mais quisesse voltar e inclusivamente desse más referências do vosso negócio às pessoas com quem falasse?
Eu sei que sou uma resmungona e se algo não me agrada lá estou eu para reclamar, quando acho que é isso que deve ser feito, mas se as coisas forem resolvidas da melhor maneira, não guardo rancor. Agora se eu optar pela abordagem passivo-agressiva e ficar calada, aí de certeza que não vou voltar, porque as coisas não vão ficar resolvidas. Eu faço o que gostaria que fizessem comigo, que é, ao reclamar, dar uma oportunidade às pessoas para remediar um erro ou explicarem porque esse erro foi cometido.
Julgo que cheguei a contar um episódio de uma farmácia onde eu ia muito frequentemente e onde se enganaram a encomendar um creme para mim e depois não quiseram ficar com o creme. Eu não discuti, fiquei com o creme, e nunca mais lá fui. Mas nunca mais mesmo, e até tinha o cartão de cliente com dinheiro em saldo. Lembro-me que o cortei à tesourada com uma grande satisfação. Se eu me tivesse dado ao trabalho de reclamar, se calhar tinha-se resolvido tudo e eu ainda ia lá.
E como este, tantos outros episódios já aconteceram comigo, mas de facto os únicos sítios onde deixei de ir porque não gostei como fui atendida e não reclamei foi esta farmácia, um restaurante no Norte Shopping, uma associação de animais à qual eu comprava coisas/enviava donativos e a Bosch Car Service. Nos outros, falo, reclamo, até posso levantar um pouco a voz, mas acabo por voltar.

#895

Um dia destes comprei uma pizza quatro queijos no supermercado. Congelada, de uma dessas marcas de pizzas congeladas, nem sequer era de marca branca. Mas afinal era só pizza dois queijos. Os outros dois queijos anunciados nem vê-los. Eles não deveriam mudar o nome, para não enganarem as pessoas?

quinta-feira, 27 de abril de 2017

#894

Estive a ler os comentários de uma notícia sobre o ataque do cão à criança nos últimos dias e reparo que, independentemente desta situação em particular, ainda há muita gente que odeia cães. Sente-se o ódio nos comentários, e que na maioria dos li nem se referem a este ataque mas a situações normais do dia-a-dia. Não é não ligarem, entendo que haja quem não ligue a animais e respeito isso, mas também não os odeia, simplesmente não tem nenhum sentimento em relação a eles. As pessoas que comentam têm ódio mesmo, por todos os cães e, quiçá, donos de cães.

#893

Ontem, como primeiro dia de trabalho depois de ter estado de férias, decidi que podia comer uma porcariazita ao almoço. Como passei no shop e não havia muito por onde escolher, fui ao McDonalds. O problema de ir ao McDonalds agora é que eu não como carne, e então tive de pedir o McFilet ou lá como se chama a sande de peixe deles. Nunca tinha experimentado antes e acredito que não o voltarei a comer senão por grande necessidade. Não que não seja bom, o filete de peixe até era bom e não parecia contraplacado de peixe, dava para ver assim o peixe a desfazer-se em 'postas'. A questão é que era pequeno, muito pequeno. Mas acreditem, mesmo muito pequeno. O que me valeu foram as batatas, senão teria de pedir pelo menos mais duas sandes iguais. Em tamanho é semelhante àqueles hamburguers de 1,5 euros. Só que o menu sande + batata + bebida + um molho para batatas custaram 5 euros. Um escândalo, portanto. Agora que estão avisados não caiam no mesmo erro que eu.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

#892

O primeiro dia de trabalho depois das férias é sempre estranho. Parece que ainda estou adormecida, dormente. Só tenho uma velocidade, muito devagar, que se aplica para tudo. Não consigo despachar-me rápido em casa, ando a passo de caracol. Depois a conduzir venho sempre atrás daqueles condutores lesma, sem conseguir ultrapassar ninguém e (quase) sem me enervar. Julgo que inconscientemente a minha vontade zero de vir trabalhar impede o meu corpo de andar mais rápido, para adiar ao máximo o regresso. Por isso mesmo também chego sempre atrasada. Mas nem sequer me importo. Depois chego ao escritório e aí é só rezar para que ninguém fale comigo nas primeiras horas. Ajuda fazer cara de aborrecida para desmotivar as pessoas de algum tipo de contacto. E é esperar que o dia passe rápido, com menos chatices e falatórios possíveis, talvez arranjando bons planos para almoço para minorar o sofrimento. Ideal era mesmo arranjarem uma espécie de cubículos para quem voltasse de férias não ser obrigado a conviver com ninguém no primeiro dia. Via só os emails e despachava algum trabalho, mas era assim um dia de transição, para não ser um choque tão grande. Sabem aquelas pessoas que dizem que se fossem ricas continuavam a trabalhar? Eu não sou uma delas. Se eu fosse rica e pudesse, nunca mais trabalhava. Que sonho, não ter mais de acordar cedo e vir para o escritório mal disposta.

quinta-feira, 13 de abril de 2017