quarta-feira, 23 de março de 2016

#412

Às vezes sinto que é estúpido vir para aqui falar. Grande parte das vezes não tenho feedback de ninguém, o que não me garante que alguém me leia sequer. Então tenho aquela sensação de estar a falar para as paredes, até porque às vezes me dirijo a interlocutores, que serão porventura imaginários.
O mesmo acontece no Facebook, por exemplo. As pessoas vão para lá escrever e dirigem-se a pessoas, mas a quem especificamente? Quem as está a ouvir? Sinto-me sempre uma perfeita idiota quando isso accntece, e em parte por isso, faço pouquíssimos posts lá. É muito raro ir lá escrever alguma coisa. Já responder a posts parece-me mais normal, porque há ali alguém a falar e depois alguém a responder.
De qualquer forma, prefiro a liberdade dos blogs. Primeiro, no facebook as pessoas não têm muita paciência para posts compridos, têm todas uma espécie de ADD da redes sociais e as desconcentram-se logo na terceira linha. E depois aqui tenho mais liberdade de escrita. E nem sequer me importa assim tanto que leiam ou não o que escrevo. Serve para exorcizar os meus demónios. É a minha espécie de caixa de Pandora virtual.

#411


#410

Coisas que nunca se tem a mais (para além do dinheiro, claro): elásticos do cabelo.

terça-feira, 22 de março de 2016

#409

Costa: “Até agora não temos indicação de que algum português tenha sido atingido”


Declaração de António Costa aos ataques na Bélgica. Isto soa-me tanto a provincianismo. Sempre que há algum desastre, alguma tragédia, lá vêm as declarações do costume a dizer se estavam lá Portugueses ou não. Percebo que isso interesse de alguma forma, mas o que interessa é que pessoas morreram, independentemente da sua nacionalidade. Interessa mais mostrar pesar e prontificarmo-nos para dar apoio no que for necessário do que comentar se estava lá algum Português. Leio notícias de sites internacionais e não vejo lá declarações deste tipo. Espanta-me como continuamos alegremente a perpetuar esta pequenez de espírito.

#408

Se aquele senhor que ontem matou um assaltante que tentava roubar-lhe a casa é acusado e/ou condenado, eu perco a pouca fé que me resta na Justiça. Percebo que tenham de fazer uma investigação formal, mas nada deve acontecer-lhe, para eu continuar a creditar que ainda acontecem coisas boas nestes mundo. Aliás, se puserem nessa investigação os esforços que poriam caso os filhos da puta lhe tivessem conseguido roubar a casa, posso dizer desde já que está safo. Em duas semanas arquivam o processo.

segunda-feira, 21 de março de 2016

#407

Isso das madrinhas e padrinhos e dar ramos e receber o folar ainda se usa? Pensei que era uma tradição a cair no esquecimento.

#406

Com a crise do mercado imobiliário, apareceu um novo fenómeno. Acontece que as pessoas compraram uma casa e agora estão fartos dela, mas não a conseguem vender para comprar uma nova. Então arrendam a casa que estão a pagar ao banco a alguém conhecido, com esse dinheiro pagam o empréstimo e arrendam uma casa nova, mais do seu agrado, para eles próprios morarem. No entanto, esse dinheiro que estão a receber do aluguer é um dinheiro limpinho, não declaram as rendas nem pagam impostos sobre esse arrendamento ilegal. Só eu conheço 5 casos e são sempre valores na ordem dos 400/500 euros por mês.
Ora o que me chateia é que o meu avô tinha duas casas alugadas. Casas velhas e pequenas, é certo, mas também recebia cerca de 40 euros por mês por cada uma delas. Isto é praticamente o preço de um jantar para dois num qualquer restaurante. Ora ele recebendo 80 euros por mês, sempre declarou e pagou impostos sobre as rendas, sempre passou recibos aos inquilinos. E acho uma injustiça que hoje em dia as pessoas simplesmente decidam não declarar o dinheiro que recebem, quando ele pagou impostos a vida toda. Para além dos problemas que isso pode trazer em termos de falta de protecção legal, tipo os inquilinos deixarem de pagar e depois não terem como os mandar embora, porque não há contrato nenhum, ou poderem partir-lhes a casa toda e não poderem fazer nada.
É verdade que li por aí noticías que diziam que ia aumentar a fiscalizaçao e iam fazer cruzamento de informação e tal, mas não sei até que ponto isso tem sido eficaz. As pessoas também são espertas e começam a pôr os contratos no seu nome e recebem a renda em dinheiro vivo, para não serem apanhadas.
Mas é como tudo neste mundo, não é? A vida está para os espertos.

#405

Estava a pensar como detesto pessoas forretas quando me lembrei de uma situação muito bizarra que aconteceu há muito tempo.
Tínhamos ido a casa de uns colegas tomar café. Eles tinham uma máquina Nespresso e, pronto, já se sabe que o café Nespresso é um pouco mais caro do que os outros. Mas quer dizer, eles é que escolheram ter essa máquina. Se achavam caro, compravam uma máquina que lhes permitisse beber café mais barato.
Anyway, não é que eles usaram uma técnica para tirar dois cafés com uma cápsula só? À nossa frente, sem qualquer pudor. Eu entendo que eles façam isso no dia-a-dia para pouparem, mas fazerem isso a visitas acho que já é demais. Pouparam ali uns bons 40 cêntimos, porque eu nem sequer bebo café, foi só o F. que tomou. Pfffff.

sexta-feira, 18 de março de 2016

#404


#403

Gatos e água. Uma relação de medo e fascínio. Os meus gatos adoram água. Ao longe. Vêm a correr mal ouvem a água do chuveiro a cair ou uma torneira aberta, para poderem beber/brincar. Mas sempre com muita cautela. Depois fico ali a vê-los muito admirados com o fio de água ou a aproximarem-se do chuveiro e a fugirem em seguida. Super engraçados.

#402


As pequenas (e não só) empresas de software que fazem software de caca safam-se sempre, tenho de concluir.
Quando as empresas precisam de software novo, têm duas opções: ou compram a empresas de reconhecida qualidade (SAP, Primavera, SAGE, ect, todas essas que conhecemos) a um preço elevado ou arranjam outras empresas que supostamente fazem software com as mesmas funções mas mais barato.
Depois de já ter acontecido a mesma situação em duas empresas onde estive, agora concluo que a partir do momento que essas empresas pequenas fazem a venda, é quando a galinha dos ovos de ouro chega para eles.
Vendem um software cheio de bugs, com funcionalidades limitadas, por um preço abaixo do das empresas reconhecidas. No entanto, passam a dar suporte para a vida, suporte esse pago. Corrigir os bugs está incluído, claro, mas é muito fácil para eles argumentarem que há funcionalidades que não existem e que se quiserem que sejam implementadas terão de ser pagas, porque é 'desenvolvimento'. E andam nisso para sempre, basicamente a corrigir o software inicial, e sempre a ganhar dinheiro. As empresas que já investiram o dinheiro percebem que cometeram um erro, mas já é tarde demais. Mudar agora seria perder todo o investimento que já fizeram e ainda teriam de comprar o software caro das outras empresas reconhacidas, por isso vão pagando para irem melhorando o software que têm, numa tentativa de remediar a situação.
É óbvio que com este negócio, as empresas não querem fazer softwares melhores. Querem fazer softwares sem bugs, sim, porque isso têm de resolver sem qualquer custo extra, mas tudo o resto que precisar de ser implementado, melhor, é receita adicional.
Isto é um daqueles típicos exemplos de que o barato sai caro. O caro é caro, mas é caro porque funciona.

quinta-feira, 17 de março de 2016

#401

Pode ser a minha habitual resmunguice, mas não vejo piada absolutamente nenhuma nisso do face swap. Quanto tempo mais vamos ter de aturar esta moda?

#400

Realmente a política dava por si só assunto para manter um blog exclusivo. O ministro da Economia pediu aos portugueses para não abastecerem em Espanha, porque assim não pagavam impostos em Portugal e a economia ressentia-se. Não acho que ele tenha feito nada de mal, fez até um belo discurso para um ministro. Mas é óbvio que ele não acredita em nada do que disse, a não ser que viva no reino da fantasia. O facto de as pessoas quererem poupar nos gastos, independentemente da ética, é tão natural e inevitável como os políticos meterem ao bolso o mais que puderem enquanto estiverem no poder e construirem redes de conhecimentos e influências ou como as empresas tentarem fugir aos impostos o mais que podem. Não é o que se devia fazer, mas é o que se faz.

#399

Pessoas que vão para reuniões e levam o portátil e teclam furiosamente: era mais educado recusarem o convite delicadamente.

quarta-feira, 16 de março de 2016

#398

Gostava que os restaurantes assumissem a verdade e dissessem Arroz de Potas em vez de Arroz de Polvo. Eu percebo que não tenham orçamento para comprar polvo a sério, mas ao menos podiam ser sinceros. Apesar de saber que é sempre potas, há sempre 10% de mim que esperam que tragam mesmo polvo, como anunciam.