Originais ou ouvidas por aí.
sexta-feira, 18 de março de 2016
#402
As pequenas (e não só) empresas de software que fazem software de caca safam-se sempre, tenho de concluir.
Quando as empresas precisam de software novo, têm duas opções: ou compram a empresas de reconhecida qualidade (SAP, Primavera, SAGE, ect, todas essas que conhecemos) a um preço elevado ou arranjam outras empresas que supostamente fazem software com as mesmas funções mas mais barato.
Depois de já ter acontecido a mesma situação em duas empresas onde estive, agora concluo que a partir do momento que essas empresas pequenas fazem a venda, é quando a galinha dos ovos de ouro chega para eles.
Vendem um software cheio de bugs, com funcionalidades limitadas, por um preço abaixo do das empresas reconhecidas. No entanto, passam a dar suporte para a vida, suporte esse pago. Corrigir os bugs está incluído, claro, mas é muito fácil para eles argumentarem que há funcionalidades que não existem e que se quiserem que sejam implementadas terão de ser pagas, porque é 'desenvolvimento'. E andam nisso para sempre, basicamente a corrigir o software inicial, e sempre a ganhar dinheiro. As empresas que já investiram o dinheiro percebem que cometeram um erro, mas já é tarde demais. Mudar agora seria perder todo o investimento que já fizeram e ainda teriam de comprar o software caro das outras empresas reconhacidas, por isso vão pagando para irem melhorando o software que têm, numa tentativa de remediar a situação.
É óbvio que com este negócio, as empresas não querem fazer softwares melhores. Querem fazer softwares sem bugs, sim, porque isso têm de resolver sem qualquer custo extra, mas tudo o resto que precisar de ser implementado, melhor, é receita adicional.
Isto é um daqueles típicos exemplos de que o barato sai caro. O caro é caro, mas é caro porque funciona.
quinta-feira, 17 de março de 2016
#401
Pode ser a minha habitual resmunguice, mas não vejo piada absolutamente nenhuma nisso do face swap. Quanto tempo mais vamos ter de aturar esta moda?
#400
Realmente a política dava por si só assunto para manter um blog exclusivo. O ministro da Economia pediu aos portugueses para não abastecerem em Espanha, porque assim não pagavam impostos em Portugal e a economia ressentia-se. Não acho que ele tenha feito nada de mal, fez até um belo discurso para um ministro. Mas é óbvio que ele não acredita em nada do que disse, a não ser que viva no reino da fantasia. O facto de as pessoas quererem poupar nos gastos, independentemente da ética, é tão natural e inevitável como os políticos meterem ao bolso o mais que puderem enquanto estiverem no poder e construirem redes de conhecimentos e influências ou como as empresas tentarem fugir aos impostos o mais que podem. Não é o que se devia fazer, mas é o que se faz.
#399
Pessoas que vão para reuniões e levam o portátil e teclam furiosamente: era mais educado recusarem o convite delicadamente.
quarta-feira, 16 de março de 2016
#398
Gostava que os restaurantes assumissem a verdade e dissessem Arroz de Potas em vez de Arroz de Polvo. Eu percebo que não tenham orçamento para comprar polvo a sério, mas ao menos podiam ser sinceros. Apesar de saber que é sempre potas, há sempre 10% de mim que esperam que tragam mesmo polvo, como anunciam.
#397
Doom metal é perfeito para alturas de auto-comiseração. Ando a ouvir doom no carro non-stop há umas semanas já.
PS: uma frase com uma palavra que gosto muito. Win.
PS: uma frase com uma palavra que gosto muito. Win.
#396
Há palavras de que gosto e que me apercebo que uso pouco. Gosto pelo significado ou pelo som delas. Palavras como conivente, comiseração, receptáculo, andrógeno. Tenho de usar mais vezes estas palavras.
terça-feira, 15 de março de 2016
#395
A política realmente é um mundo cheio de felizes coincidências. Foi coincidência a Maria Luís Albuquerque ter sido contratada pela Arrow Global. Ainda nem tínhamos recuperado dessa e já outra coincidência, o Paulo Portas foi contratado pela Ferrostaal, que por acaso foi a empresa que vendeu os submarinos quando ele era ministro.
#394
Quando sei que pessoas que eu conheço têm dificuldades financeiras, na minha cabeça imagino-as sempre como pessoas humildes. Não diria coitadas, mas como pessoas simples e simpáticas. Quando depois percebo que isso não é assim, que independentemente de terem dificuldades financeiras têm a sua própria personalidade, sejam arrogantes, antipáticas ou orgulhosas, fico sempre surpresa. E sinto-me uma perfeita idiota.
#393
Vou deixar-me de merdas feministas e assumir aqui que não quero mais trabalhar. Estou farta de trabalhar. Ainda não tenho idade para ser reformada e também não sou rica, por isso só me resta a hipótese de um homem muito rico. Podem argumentar que eu me ia fartar ao fim de um tempo, mas se me fartasse podia sempre ir trabalhar para a empresa desse homem rico em part-time. Homens ricos têm sempre empresas de família para onde os familiares e amigos podem ir trabalhar.
O stress pós-férias é lixado. Devia ser reconhecido como doença. Para a semana já vou estar melhor, não se preocupem. É só raiva temporária, isto passa.
O stress pós-férias é lixado. Devia ser reconhecido como doença. Para a semana já vou estar melhor, não se preocupem. É só raiva temporária, isto passa.
#392
Mais uma terça-feira. O pior dia da semana para mim. Pior do que a segunda porque já estamos a trabalhar há um dia, enquanto que às segundas no dia anterior tínhamos estado em casa. E pior do que a quarta porque ainda não chegamos a meio da semana sequer e faltam eternidades para a semana acabar ainda. Bah...
segunda-feira, 14 de março de 2016
#391
Nos tempos em que trabalhava em frente ao Parque da Cidade, mal apareciam os primeiros raios de sol do ano eu começava a ir para lá à hora de almoço. Levava sandes e comia sentada na minha esteira, ao sol. Às vezes lia depois de comer, às vezes dormia um pouco até estar na hora de voltar. Às vezes só ouvia música no meu mp3 e ficava lá a ver as pessoas passarem.
Eram bons tempos esses. Aquela hora de almoço era uma espécie de recarregar de baterias. Claro que nunca me apetecia voltar ao escritório, mas voltava sempre mais bem disposta do que antes.
Depois disso nunca mais trabalhei perto de um parque onde pudesse fazer isso e sinto falta. Devia haver mais sítios ao livre para as pessoas fazerem piqueniques, lerem, dormirem. Com este tempo, o que menos me apetece é meter-me num shopping para almoçar.
Eram bons tempos esses. Aquela hora de almoço era uma espécie de recarregar de baterias. Claro que nunca me apetecia voltar ao escritório, mas voltava sempre mais bem disposta do que antes.
Depois disso nunca mais trabalhei perto de um parque onde pudesse fazer isso e sinto falta. Devia haver mais sítios ao livre para as pessoas fazerem piqueniques, lerem, dormirem. Com este tempo, o que menos me apetece é meter-me num shopping para almoçar.
sexta-feira, 11 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
#389
But better to be shy than arrogant, I suppose, better to blend in delicately than to intimidate everyone with your insufferable human perfection.
Paul Auster, Invisible
Paul Auster, Invisible
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