terça-feira, 23 de outubro de 2018

Cozinhas atulhadas

Ora vamos lá fazer uma lista de todos os electrodomésticos e/ou outros utensílios de cozinha inúteis que temos em casa. Sabem, aqueles que quando compraram achavam que era mesmo isso que precisavam e que iam usar imenso mas que depois ficou para lá num armário qualquer até hoje.
Os meus são os seguintes:
-máquina de fazer pipocas
-centrifugadora (esta ainda usei algumas vezes, vá)
-raclette
-escorredor de saladas
-cortador de cebolas
-esmagador de alhos
-cortador de ovos cozidos
-temporizador para ovos cozidos
-dispensador de água
-espremedor de citrinos

Manias

Mete-me impressão carregar nas teclas do multibanco. É quase tão nojento como corrimões e puxadores de portas. Germes e mais germes, de milhares de dedos de pessoas diferentes. No inverno se estiver de luvas está o problemas resolvido, no resto do ano depois de clicar nas teclas limpo as mãos às calças, que é sempre o que está mais à mão. Ou então carrego com os nós dos dedos, em vez de ser com a ponta. Pelo menos, depois não meto o dedo no olho ou na boca por engano, cheio de micróbios de outras pessoas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

My precious


Portanto, o outono chegou. Frio, vento e chuva. É tempo de voltar aos meus adorados kispos. Estive a fazer um inventário, como todos os anos:




-dois pretos
-um azul escuro
-um azul muito escuro
-um azul vivo
-um vermelho vivo
-um vermelho
-um bordeaux
-um às flores


Claro que são de diferentes grossuras e modelos/comprimentos. Acho que ainda há espaço para mais um ou outro, não?

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Serviço público

Certamente toda a gente já reparou que nos USA quase todas as casas que vemos nos filmes são feitas de madeira. Especialmente quem vê o programa dos gémeos que remodelam casas na SIC Mulher. Ora a situação é que eu nunca percebi bem porquê, sempre me intrigou esse facto e hoje finalmente fui pesquisar acerca disso. Ficam aqui em baixo os vários motivos, para quem também tiver curiosidade e não souber, como eu:


-a madeira é muito mais barata do que os tijolos/betão, para além de não serem precisos os restantes materiais que seriam precisos numa casa de tijolos – areia, cimento, ferros, etc.
-a madeira é muito mais fácil de transportar, ou seja, custos de transportes menores
-é muito mais rápido fazerem uma casa de madeira do que uma de tijolos/betão, e pode ser feita apenas por uma ou duas pessoas, enquanto que uma de tijolo envolveria uma logística muito maior
-o isolamento da madeira é melhor do que o dos tijolos/betão, em termos de conforto térmico
-mesmo que se fizesse uma casa de tijolos/betão, seria preciso madeira na mesma, e sendo assim usam apenas madeira
-os USA tem muitas florestas e muita madeira disponível
-em zonas sísmicas, o tijolo seria muito mais perigoso porque a casa iria desmoronar-se e os tijolos a caírem poderiam provocar danos elevados ou mesmo mortes. A madeira como é mais elástica e abana não é tão fácil de ruir num sismo e, mesmo que caia, não magoa ninguém por ser mais leve e é mais fácil para arranjar os danos provocados
-a construção também depende da zona. Em zonas sísmicas é mais usada a madeira (por exemplo, California, que é quase sempre onde os filmes/séries acontecem e por isso vemos muitas casas de madeira); na zona Sul, como tem mais propensão a térmitas, usam mais construção com tijolos; em zonas de furacões, como a Florida, também os tijolos são mais usados, com outro tipo de precauções adicionais, como janelas anti-impacto, etc.. Em Nova Iorque, por exemplo, já há pouquíssimas casas de madeira devido ao risco de incêndio – houve um grande incêndio no séc. XIX que destruiu centenas de casas e a construção em madeira foi proibida desde então.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Meme da semana


Terapia

Tenho andado super stressada e ansiosa. Muitas coisas para tratar, muitas preocupações, pouco tempo. Precisava de tirar uma licença sabática do trabalho e ficar um mês sem trabalhar para resolver todos os assuntos pendentes. Ando sempre numa roda viva, à hora de almoço e quando saio do trabalho. Até os animais, que julgava-se que seriam apenas um factor de alegria, me causam preocupações. É preciso dar comida, limpar a areia, comprar desparasitantes, marcar consulta no vet, etc., etc.. O meu momento de descontracção diário é quando pego na raquete eléctrica para matar as moscas que andam lá em casa, pouco antes de ir para a cama -  não me julguem, sim, é matar um ser vivo, mas quer dizer, um ser vivo que anda em cima da merda (literalmente, quando a minha cadela faz cocó no pátio, aparecem logo vindas não sei de onde) e que aborrece imenso, especialmente quando estou a tentar adormecer e anda lá no quarto uma daquelas que faz barulho. Para além disso, as moscas são insectos transmissores de doenças, por isso não me vou sentir mal. Aquilo faz-me bem, andar ali atrás das moscas, a purificar o ambiente para poder dormir bem, livre de distracções.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Maus chefes, péssimos líderes

A propósito do post que publiquei recentemente, este artigo diz mais ou menos a mesma coisa (apesar de eu não ser fã da autora):


Maus chefes, péssimos líderes

Anedota da semana (quiçá do mês)

Personalidades portuguesas assinam carta pública contra Bolsonaro


Só me apetece rir quando leio esta notícia. E não é novidade, já me cruzei com ela no início da semana mas continua tão engraçada como na primeira vez. Barrigadas de riso.

A era da internet


Uma coisa que descobri recentemente foi que, se me enervam as pessoas que estão sempre coladas ao telemóvel, enervam-me ainda mais as pessoas que não vêem as notificações que recebem. Mandamos uma mensagem, vêem-na no dia seguinte e respondem passado dois dias. Quer dizer, por mais que não seja urgente, haverá necessidade de atrasar assim tanto a comunicação? Não há paciência. Quase que mais vale mandar uma carta. Desconfio que são as mesmas pessoas que têm emails com 478 emails não lidos e que dizem que não usam o email pessoal para nada. Como não?! Odeio pessoas info-excluídas.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Nicho de mercado_2

Descobri outra grande oportunidade de negócio. À semelhança dos hotéis, também podia dar para procurar voos com critérios diferentes dos habituais - data e destino. Desta vez, eu sugeria os critérios data/hora de voo e depois também duração do voo e preço como critérios secundários. E assim podíamos saber para que sítio daria para ir naqueles único fim de semana que temos disponível, com o dinheiro que temos disponível.
O Trivago já disponibiliza um filtro que é o valor, apesar de o valor mínimo serem 50 euros e termos na mesma de pôr algo no local, mas podemos sempre pôr 'Portugal', assim como destino generalista. Não estou a dizer que viram o meu post, mas há uma grande probabilidade de isso ter acontecido.




Edit: bem, acho que afinal existe uma coisa do género no momondo e no edreams, onde temos uma opção tipo 'surpreendam-me', se não quisermos escolher destino ao certo. E a opção da hora do voo dá para escolher depois da pesquisa. Julgo que só não dá para escolher um limite monetário. Mas mesmo assim era preciso melhorar estas pesquisas e pôr tudo logo nos filtros do início!

Gatinhos


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Tricky

Estava agora a procurar música do Tricky no youtube e apareceu-me um best of. Tem 24 minutos apenas, por isso deduzo que ele não tenha tido grandes êxitos na sua carreira.
Não sei se cheguei a fazer um post sobre o concerto dele no Hard Club, no início do ano. Uma anedota. Ele saía de palco e ficava tipo cinco minutos ou mais sem aparecer - várias vezes. As pessoas achavam que o concerto tinha acabado. Mas não, ele depois voltava e cantava sempre a mesma música. Cantou umas três vezes a mesma música. Super escuro, a sala cheia de fumo, nem dava para ver a cara dele. Aquilo foi uma cena tipo ele devia meter coca ou outra cena nos bastidores e depois ia para o palco ressacar e dar um espetáculo random, cantar cenas à sorte e fazer o que lhe apetecia. Como concerto, please, chorei o dinheiro. Como espectáculo de humor e improviso, dei nota 5.

Claro que podia ser pior


Hoje acordei e vi que estava a chover bastante. Levantei-me logo para sair mais cedo de casa porque logo à tarde também preciso sair um pouco mais cedo. Saí de casa cerca de 15 minutos mais cedo do que o habitual. Em vez de ir por um atalho que costumo ir quando saio mais tarde, fui pelo caminho normal. Grande erro, já estava tudo parado. Demorei 40 minutos a chegar ao trabalho, sempre em trânsito, e cheguei à hora do costume. Enquanto vinha no caminho, ia chovendo de forma intermitente, mas pouquito. Estaciono o carro e claro que começa a chover a potes. Mesmo com guarda-chuva cheguei ao trabalho encharcada. Tenho as sapatilhas e calças molhadas ainda. Depois fui tomar o pequeno-almoço e mais uma molha, ainda que menor. E depois olho para a minha agenda e tudo o que tenho de fazer esta semana e fico ainda mais no fundo do poço. Já só quero morrer.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Não sirvas a quem serviu


Ora bem, chefes, um tema sensível para fechar a semana. Quem não tem um? Para facilidade, vou-me referir sempre a chefe no masculino, por ser um substantivo masculino (apesar de dizermos ‘a minha chefe’), mas que podem ser tanto um homem como uma mulher.
Portanto, quase toda a gente tem um chefe, mesmo os próprios chefes. Só não têm chefe os donos das empresas, em princípio. Um team leader, que é chefe, tem um manager acima, que por sua vez terá um director, etc. Ora a grande questão dos chefes é: será que há algum chefe bom? Não falo numa empresa. Vamos falar de Portugal (o mundo é demasiado grande e não conheço as realidades de outros países). Haverá algum chefe que se aproveite em Portugal? Eu gostava de responder que sim, mas posso dizer que, infelizmente, nunca conheci nenhum até hoje. Mas acredito que haja por aí em algum lado algum, bem escondido.
Ora, na minha experiência, o problema dos chefes (para além de mandarem em nós e nós não gostarmos disso, mas vamos tentar ignorar esta parte) é que lhes falta sempre qualquer coisa. Claro, todos somos humanos e temos falhas, mas eles são pagos para ‘gerir’ e julgava-se que deveriam ter competências para isso. O chato é que quase nunca têm as suficientes. Há aqueles que são muito bons tecnicamente, que sabem fazer tudo, mas que depois a lidar com pessoas são um desastre. Há os outros, os porreiraços, mas que não percebem nada do que andam a fazer. Há os autoritários/déspotas, mais típicos em empresas familiares (mas não só). Há os que não têm autoridade suficiente e que toda a gente abusa deles. Há chefes de todos tipos, mas nunca encontrei nenhum que eu visse como exemplo.
Já tive de tudo. O menos mal julgo que foi numa empresa familiar. Eu gostava dele, no fundo, comigo sempre foi impecável, mas era duro com os outros. Era um bocado do género déspota, mas as coisas rolavam e, fora um ou outro caso em que ele tratava mal as pessoas, julgo que as pessoas até gostavam dele. Foi o chefe que tive que era mais parecido com um líder. Sabia sempre o que fazer, arranjava soluções para tudo, e tinha tudo bem definido na mente dele, para onde ia e qual o caminho.
Também já tive o que sabe fazer tudo, tecnicamente bom, mas que em termos de competências sociais, comunicação e autonomia é um zero. Tive uma team leader que era boa a trabalhar mas que com pessoas era uma besta. Julgo que agora está num cargo que é perfeito para ela: sozinha, sem ninguém a reportar a ela, e a fazer o que faz bem, trabalhar. Apanhei duas vezes o porreiro, que quer ser amigo de toda a gente e não ferir susceptibilidades. Um não percebia nada do que se passava e sempre que intervinha era uma desgraça, o outro não conseguia tomar decisões, deixava as coisas fluírem sozinhas à sorte.
Noto que, no geral, a falha maior é lidar com pessoas. Os chefes não sabem lidar com pessoas, não sabem perceber as suas necessidades, não saber comunicar com as pessoas, não têm a sensibilidade necessária para liderar um grupo de pessoas. O que eu acho que aconteceu, em quase todos os casos que vi, são pessoas que eram boas no que faziam, que faziam bem o trabalho operacional, e que quando foi preciso promover alguém foram os escolhidos. Mas depois chegam a um cargo de liderança e espalham-se por completo. Não têm autonomia, não têm certezas, nota-se que estão a andar em telhados de vidro. Nem toda a gente devia ser promovida para um cargo de liderança. Há formações de liderança e management, etc., que podem ajudar a dar algumas dicas para melhorar a prestação, mas muitos julgo que nem com isso vão lá. Conheço vários exemplos de pessoas que foram promovidas a team leader e que são uma desgraça. Algumas sabem-no, outras não. Eu, por exemplo, consigo perceber que não tenho perfil para um cargo de liderança. Não ia ter jeito para a coisa, provavelmente as pessoas não iriam de gostar mim, eu não me iria sentir feliz num cargo desses, eu nem sequer gosto de falar com pessoas e isso iria notar-se. Há cargos igualmente bons que não implicam gerir pessoas. As pessoas deveriam pensar bem antes de aceitar uma responsabilidade destas. Antes ou depois, que também devem conseguir perceber se estão a fazer um bom trabalho ou não.
Ainda há pouco tempo respondi a um questionário da Hays sobre o mundo do trabalho e uma das perguntas era quais as características ideais para um chefe. E eu reflecti e percebi que nunca tive nenhum com as características que eu acho importantes.
Assim de repente, lembro-me de uma amiga que gosta do seu chefe. De resto, não tenho mais nenhum exemplo. Não digo que não exista, mas eu não conheço. O meu pai também gostava do chefe dele, mas isso eram outros tempos, por isso não vou contar. Não é por acaso que a maior causa (julgo que pelo menos cerca de 50%) de pedidos de demissão nas empresas são as chefias e a relação com elas.
Gostava de um dia ter um chefe que eu admirasse e de que eu gostasse mesmo. E que me motivasse, me recompensasse, me ajudasse, me percebesse. Será que vou ficar sempre entalada com chefes que não sabem falar com as pessoas, que não conseguem tomar decisões ou que não promovem o nosso crescimento?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O assunto do momento - parte 2

Só para terminar este assunto, queria só acrescentar, mais em tom de piada, que há muita gente que tem vindo para praça pública em defesa de Ronaldo e a afirmarem com toda a certeza que ele não faria uma coisa dessas. Pessoas que nem o conhecem sequer, como um tal de Marco Costa. Isto faz-me lembrar quando os familiares e amigos dos assassinos metem a mão no fogo por eles e asseguram que eles não fizeram nada, o típico 'ele . Por exemplo a mãe do genro da professora queimada, que sabia que o filho não tinha feito nada e metia a mão no fogo por ele. Mas depois as coisas descobrem-se e as pessoas que meteram mãos no fogo queimam-se. Até pode não ser o caso, mas é engraçado, pronto.
Bem, pelo menos eu fico sossegada que se alguma vez cometer algum crime não terei ninguém a meter a mãos no fogo por mim e depois a ficar mal perante toda a gente. Mais rapidamente dizem que sempre viram isso a acontecer um dia. Sabem aquelas pessoas que um dia chegam ao escritório de arma e matam toda a gente? Ameaço fazer isso pelo menos todos meses.