sexta-feira, 16 de março de 2018

Escrita automática*


https://observador.pt/especiais/eles-mataram-me-em-vida-o-inferno-nas-testemunhas-de-jeova/


Bom artigo para ler acerca das Testemunhas de Jeová. Não sei se será a verdade toda, mas alguma será certamente.
Já sabia que eram uma seita e sabia muitos dos factos mencionados no artigo, mas há várias outras coisas que desconhecia. Quando era criança/adolescente, uma amiga de uma amiga minha fazia parte desse culto e eu acabei por saber algumas das regras. Nessa altura lembro-me que o mais estranho para mim foi saber que não festejavam os aniversários. Aliás, a rapariga não sabia nem a sua própria data de nascimento, tinha de ir ver ao BI. O artigo fala de muitas coisas novas para mim, novas e assustadoras, muito más, terror psicológico quase, um horror.
Cada um sabe de si e não gosto de julgar ninguém pelas suas escolhas. Diferentes percursos e experiências de vidas levam a caminhos diferentes, nem toda a gente tem as mesmas oportunidades, mas sinto sempre pena de pessoas que se deixam levar por seitas que se aproveitam da fragilidade e/ou desconhecimento das pessoas. Todas as religiões têm regras que achamos estúpidas (não comer carne, não cortar o cabelo, não fazer transfusões de sangue, etc.) mas há decididamente umas piores do que outras.
As religiões são uma fonte de conflito e de restraint – não consigo encontrar a palavra certa em português - das pessoas, e cada vez mais eu quero distância. Mas lá está, cada um sabe de si e até acredito que em alguns casos possa ser uma ajuda para as pessoas, porque precisam de algum tipo de suporte psicológico que não encontram noutro lado.
Os meus pais são pessoas muito católicas e educaram-me nessa fé, naturalmente. Uma pessoa cresce e faz as suas próprias escolhas e decisões, e sabe no que acredita e não acredita. Mas a educação que tivemos em crianças limita-nos imenso, por mais que queiramos esquecer ou até renegar isso. É difícil cortar amarras com o que nos ensinaram ao longo de uma vida. A culpa judaico-cristã deixa marcas para sempre. E depois vejo amigas minhas que nem querem saber de religião para nada a baptizarem os filhos e a pô-los na catequese. Para quê? Porque foi assim que fizeram com elas? Porque é o que é suposto fazer? Porque têm medo que se morrerem não vão para o céu? Não compreendo.
Eu criei anti-corpos religiosos quando fui a Fátima a pé. Era uma coisa que há algum tempo queria fazer, uma experiência que queria ter. O problema é que só há grupos religiosos a fazê-lo, não é bem como ir a Santiago de Compostela, e então tive de ir com um, apesar de ter explicado que não ia participar em terços nem missas nem nada disso. Levaria muito a tempo a contar todos os pormenores, mas vim embora a odiar todas as pessoas das igrejas, os próprios padres, frades e esses todos, e os crentes obcecados também. As coisas que eu ouvia quando as pessoas se queixavam de dores ou quando diziam que não aguentavam. Aquilo está ao nível de uma seita, não se enganem. Não imaginam como foi quando eu ao terceiro dia disse que ia ficar a descansar porque me doía um pé e não conseguia caminhar. A lavagem cerebral, a pressão, a tanga de que ‘a fé cura tudo’ e que ‘a dor passa quando chegarmos lá’. Eu fiquei horrorizada, confesso. Eu estava lá e nem conseguia acreditar que aquilo era real e dito por pessoas que aparentemente pareciam normais. O problema disto tudo é quando apanham pessoas fracas que se deixam levar por estas coisas, vão aos limites e aranjam problemas de saúde perfeitamente evitáveis. Mas vamos deixar isto para outro dia, teria material para páginas e páginas de escrita.
Resumindo, depois desta experiência fiquei vacinada contra religiões. Não sei o que me reserva o futuro, já aprendi a não dizer ‘desta água não beberei’ porque nunca se sabe, mas, se Deus quiser e me reservar alguma claridade de espírito até ao fim dos meus dias, julgo que continuarei afastada de extremismos e obsessões (e não só religiosos. E aquela malta do yoga que também nos tenta evangelizar? Ui, mais material de escrita infinito).




*numa alusão à técnica surrealista onde se escreve tudo o que nos vem à cabeça, sem pensamento consciente, já que este post está uma salgalhada tremenda, ia ser só a partilha de um artigo e olhem no que deu.

É preciso agir

The only thing necessary for the triumph of evil is for good men do nothing.





É um cliché, eu sei, mas há situações em que é a frase que mais se adequa.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Actualidade de novo

Picha e Venda da Gaita. Estas são apenas duas das terras portuguesas com os nomes mais estranhos






A sério que ainda se escrevem estes artigos em 2018?

Actualidade


A mesma fonte explicou a mulher tinha embarcado anteriormente e passado com a arma em dois aeroportos europeus, incluindo o de Frankfurt, na Alemanha, reconhecido como um dos mais seguros da Europa, antes de aterrar em Lisboa, para apanhar um voo de ligação para os EUA.


Eu já saí de Munique, parei para escala em Frankfurt e cheguei ao Porto pela Lufthansa sem que nunca ninguém me tenha pedido o cartão de cidadão. Eu podia ser uma terrorista em fuga que conseguia fugir tranquilamente. Isto não me parece muito normal num aeroporto supostamente tão seguro. Não é falta de segurança propriamente dita, porque eu fui revistada e tudo mais, mas é uma falha grave.

quarta-feira, 14 de março de 2018

terça-feira, 13 de março de 2018

Modas

Odeio marmitas. Odeio andar carregada com sacos de comida. Odeio andar carregada de tupperwares. Odeio ter de lavar a loiça depois de comer. Odeio almoçar na empresa com as mesmas pessoas, no mesmo sítio, sem apanhar ar lá fora, ir ver o mundo. Hora de almoço é para sair da empresa. Numa empreesa onde trabalhei tinha só meia hora de almoço e tinha de levar sempre comida e não era nada feliz. Essa moda de querer obrigar as pessoas a comerem na empresa, porque é saudável e mais barato e não sei que mais, não é mesmo para mim.

Back to hell

Semana passada, por uma infelicidade de percursos, fui obrigada a passar pela zona do Campo Alegre. Já não me lembrava o pesadelo que aquilo era. Andei lá na faculdade e investi ali boas horas de vida no trânsito ao longo desses anos. Semana passada fiquei presa mais umas horas de vida no trânsito de lá. Que isto me sirva de lição e fique mais uns bons anos sem passar de novo naquele inferno.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Ainda a Assunção Cristas

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/25697/tourada-o-bailado-ferros-de-assuncao-cristas


A opinião de um cidadão é permanentemente permitida, quando não do ponto vista moral, ao menos do constitucional, mas devo admitir que as palavras de Assunção Cristas me causaram asco. Atrevo-me até a afirmar que a senhora quase obriga ao saudosismo das decisões irrevogáveis de Paulo Portas. -> melhor coisa da semana até agora


(ok, vou parar de ler notícias e comentar)
Não tenho tempo para ir a tudo e não sou suficientemente aficionada,» explicou Assunção Cristas. As declarações polémicas vieram depois, quando Cristas afirmou que «talvez» tenha pena dos animais se pensar «muito, muito, muito, muito». Afirmando que olha para a tourada «como um bailado».


Eu não preciso de pensar muito, muito, muito para perceber que esta tipa é uma idiota. Um novo ódio de estimação.

Outra vez?




Já deu para perceber que o problema com os nomes é da Luciana Abreu e não dos namorados dela.
As primeiras filhas chamam-se Lyonce Viktória e Lyani Viktória. Agora estas duas chamam-se Amoor Viktória e Valentine Viktória. Já que ela não tem um bocado de bom senso, porque é que os namorados dela e pais das crianças não lhe metem um travão? Eu sei que cada um chama o que quiser aos filhos, mas... foda-se, eu nem sei o que isso é, esses nomes... Fico revoltada porque, quer dizer, coitadas das miúdas, não é?
Pronto, precisava de tirar isto de dentro de mim. Ela que chame o que quiser aos filhos de novo, já passou. Já agora, ideias para os próximos:


-Aliance Viktória
-Adoooro Viktória
-Tigresse Viktória
-Nuncamaissão5horas Viktória



Gatinhos


(a já normal pirâmide de gatos em cima de mim no sofá)

Reciclagem II

No meu trabalho, há vários caixotes de lixo para os diferentes resíduos. Fiqeui contente quando vi esta melhoria, eu sou obcecada com reciclagem e não desperdiçar resíduos que podem ser aproveitados.
Até que um dia eu ia deitar uma embalagem ao lixo. Estava uma empregada de limpeza junto aos caixotes que me disse para deitar no contentor do lixo indiferenciado. E eu, muito expedita, disse: 'Não, é para reciclar!' e dirigi-me ao caixote das embalagens. E ela, com ar resignado, disse de volta entredentes: 'Vai tudo para o mesmo sítio...'. Whaaaaat? Aquilo tudo é uma farsa? Depois disso comecei a ver as empregadas separarem o lixo e confirma-se, juntam tudo num saco e levam para o contentor. Que choque que foi. Agora tenho de levar todas as embalagens atrás de mim para deitar eu no contentor da reciclagem, lá fora ou em casa. Mais uma vez, uma pessoa sofre para fazer o que está correcto.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Dúvidas

Dúvida da semana: os gatos também dão peidos? Os cães sei perfeitamente que sim, a minha cadela de vez em quando solta uma bombas de mau cheiro. Mas dos meu gatos nunca ouvi nem senti nada. Ou não dão ou então como os gatos são tão pequenos nem se nota.

Faith in humanity restored

Pedro Dias condenado a 25 anos de prisão


E mais anos de prisão se lhe pudessem dar, mais anos ele havia de levar.