segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Os espertos e os tansos

EMEL. No jogo da caça à multa, é tudo uma questão de sorte


Já sei que toda a gente que mora em Lisboa e arredores me vai rogar pragas, mas estava a ler este artigo e achar que é muito bem feita que as pessoas que acham que podem estacionar os carros em lugares pagos sem pagar sejam multadas. Uma coisa é pagarem e chegarem mais tarde uns minutos e já terem sido multados. Concordo que é demasiado. Especialmente em Portugal que ninguém cumpre horários, é um bocado irónico as pessoas serem multadas porque chegaram uns minutos mais tarde ao parquímetro. Também sei que é injusto as câmaras, e não é só a de Lisboa, andarem a montar parquímetros em todo o lado, numa sede incontrolável de receitas a qualquer custo, especialmente em sítios que não têm outras alternativas, para os utentes terem mesmo de pagar. E diga-se ainda que os preços não são propriamente baixos, e aqui falo do Porto em específico.
Mas o que me chateia mesmo é, tendo de se pagar, têm todos de pagar, e não só alguns, não só os tansos. É o que me sinto quando meto moedas num parquímetro e alguém ao lado não meteu porque não lhe apeteceu e vai-se embora sem pagar. Eu é que acabei por fazer figura de ursa, porque gastei dinheiro que não precisava de ter gastado. A terem de pagar que paguem todos, e os que se armam em espertos que sejam multados. Acho muito bem. Eram só 5 minutos para ir beber uma cerveja? Ai eram? Então também eram só mais 20 cêntimos que tinham de pagar para poderem beber a cerveja descansados. Era só mais um carro mal estacionado. Ai era? Então é só mais uma multa. As pessoas são preguiçosas e preferem estacionar o carro mal, num sítio à porta, com o perigo de serem multadas, do que andar 50 metros e pararem num sítio em que não teriam de pagar e podiam fazer as suas coisas à vontade. E se assim é, que sejam multadas todas. Não tenho pena nenhuma.

Eu no Carnaval


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Gatinhos


Life imitating art

Nos filmes e séries americanos, é sempre muito fácil as pessoas confessarem os crimes. Quando a polícia desconfia delas, leva-as para a esquadra, e no primeiro ou segundo interrogatório contam logo todos os pormenores do seu crime, como mataram, porquê, quando e onde. Desde que estive nos US, percebi que algumas coisas que parecem filme afinal são mesmo assim (já falei aqui das carrinhas de raptar pessoas, por exemplo), mas não sei se isto das confissões também é mesmo assim na vida real ou se é apenas ficção. Em Portugal, claramente não há a mesma facilidade em confessar crimes. Basta ver os processos mais conhecidos, Casa Pia, Sócrates, Ricardo Salgado, por exemplo, para ver que os arguidos continuam sempre a negar a sua culpa, mesmo perante provas. Era bom que a vida às vezes fosse mais como o cinema.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018


Eu tinha um dente desvitalizado há uns bons anos já. Mas de vez em quando doía-me. Estranho, porque dentes desvitalizados estão mortos supostamente, não é? Mas tinha crises periódicas e doía-me de facto e até a gengiva ficava inflamada. Fui a um dentista e contei o meu problema. Não podia ser, o dente estava desvitalizado. Fez qualquer coisa no dente e mandou-me embora. Na crise seguinte, fui a um dentista diferente. A mesma conversa, dentes desvitalizados não doem. Acreditem ou não, fui a sete, SETE, dentistas diferentes até encontrar uma profissional que percebeu que o dente estava mal desvitalizado e até tinha um pouco de mobilidade e era preciso ser tratado. Desvitalizar correctamente ou tirar. Tirei o dente, pus um implante e resolvi o problema para sempre. Nunca mais tive dores ou gengivas inflamadas. Isto para dizer o quê? Que até pode parecer muito disparatado, mas nem sempre somos nós os loucos que não temos razão. Se calhar, só encontramos pessoas incompetentes ou que não têm a capacidade necessária para olhar para a big picture e perceber o problema. E se não desistirmos, se continuarmos a insistir, até pode ser que consigamos ser bem sucedidos.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Quem nunca

Por engano, fechar um ficheiro no qual estivemos todo o dia a trabalhar a achar que é outro e carregar no 'don't save changes'. Que atire a primeira pedra quem nunca passou horas da sua vida a refazer ficheiros pela segunda vez.

Dúvidas

Dúvida da semana: haverá alguém no mundo que não goste do casal Ellen DeGeneres e Portia de Rossi? Elas são tão fofas e ficam tão giras juntas. Tenho a sensação que toda a gente as adora.

Amazon

Não sei se já comentei aqui no blog que gosto muito da Amazon (não é publicidade, mas se me quiserem dar dinheiro para dizer coisas bonitas e positivas estou muito receptiva a isso. Wink!). Especialmente desde que a Amazon Espanha faz envios grátis para Portugal. Vou lá ver muitos artigos e muitos deles compro - os últimos pares de sapatilhas de corrida foram comprados lá, super mais baratos do que nas lojas.
O pior é o remarketing, julgo que é este o termo. Quase todos os dias recebo um email da Amazon com sugestões de compra de todos os produtos que eu andei a ver e que não comprei. Basicamente a quererem que eu ceda. A mandarem-me fotos dos produtos que eu vi e gosto, com preços baixos, assim a piscarem-me o olho. Mas eu sou forte. Podem mandar-me os emails que quiserem com a Fjällräven Kånken que eu não vou comprar. Eu nem sequer uso mochila, já decidi, seria uma parvoíce comprar! E também não vou comprar as La Sportiva. Não posso gastar 100 euros numas sapatilhas para trail, não sou assim profissional. Ouviste, Amazon? Deixa-me!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Good things happen to good people

Hoje estou de volta ao escritório e senti que precisava de um almoço especial, para me premiar. Descobri que havia um restaurante de comida de Goa (uma mistura de comida indiana e portuguesa, como me explicaram) perto do escritório e fui lá experimentar. O senhor era tão simpático! Explicou-me tudo, os pratos que tinham, os mais populares, deu sugestões, falou de todos os pratos vegetarianos que tinha e todas as opções de degustação quando lhe disse que não comia carne, trouxe-me coisas que não pedi para eu experimentar... Super atencioso mesmo. No fim paguei, naturalmente, mas saí de lá com a sensação de que lhe devia muito mais dinheiro.

Janeiro

Para provar que Janeiro é um mês infinito, fica aqui uma lista de acontecimentos deste mês, não necessariamente maus (alguns deles já mencionados mas vou mencionar de novo para se perceber a dimensão da coisa), que seriam suficientes para o ano inteiro.




-fiz uma lesão no nervo ciático e tive de parar de correr até recuperar
-fui visitar uma amiga ao Reino Unido
-fiz duas tatuagens novas
-atacada por uma amigdalite impiedosa e impedida de correr, perdi dois trails, um deles o mais esperado do ano
-perdi um colega de trabalho que foi trabalhar para fora
-perdi o meu massagista que decidiu mudar de carreira


Fevereiro chegou e ainda bem. Não está a começar propriamente bem para já, recebi também más notícias hoje de manhã, mas pelo menos é mais curto.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Decisions


Sabem aqueles lavatórios de casa de banho, como o da imagem em baixo, assim com uma pia redonda que assenta em cima de uma bancada? São giros e modernos e diferentes mas serão práticos? Numa casa de banho de hotel ou numa casa de revista de decoração ficam o máximo, mas e para termos em casa e usarmos todos os dias? Alguém tem um assim ou tem alguma opinião que possa partilhar? Tenho de trocar o meu móvel da casa de banho e estava a pôr esta hipótese em vez do lavatório tradicional mas tenho medo de depois me arrepender por não ser funcional. Tipo a pia ser pequena demais, a água escorrer, a bancada ser rasca e começar a estragar-se, coisas assim. Mas também parece que dá mais espaço à volta para encher com cosméticos, escovas de dentes, sabonete líquido, etc.



Não, não morri. Mas não terá faltado muito (que dramática). Sexta de manhã acordei bem pior da garganta e fui ao hospital: amigdalite. Levei uma injecção de penicilina com a promessa de que estaria boa em 48h, mesmo a tempo para o meu trail de domingo. Fui inocente. Certo. Sábado acordei igual e fiquei pior ao longo do dia, com a adição de dores de ouvidos e enxaquecas que antes não tinha. Domingo estava um pouco melhor mas certamente não em condições para ir fazer 20 km no meio do monte. Segunda mal ainda, não fui trabalhar. Terça melhor, fui trabalhar e piorei. Quarta, hoje, estou a trabalhar em casa e tenho uma consulta marcada para um otorrino à tarde. Agora já caí na realidade e já calculo que não poderei ir ao trail do próximo domingo. Não entendo esta amigdalite que não passa. Não imaginam a quantidade de comprimidos que já tomei, devo ter o estômago todo rebentado, mas, se não tomar, as dores são insuportáveis. A conjuntivite na quinta e sexta também estava num estado avançado mas entretanto passou com os medicamentos. Nunca mais vou julgar pessoas que se queixam de amigdalites. Até agora achava que isso era uma dorzita de garganta mas já percebi que é bem pior. Sabem aquilo que se diz sobre Janeiro, que é um mês longo? É mentira. Janeiro é um mês infinito.